Foto: Denise Johnson/UnSplash

Reduzir o plástico: dez formas e produtos alternativos

Este é o mês em que se sensibiliza a população para a redução do uso de sacos de plástico. Mas há muitas outras formas de reduzir a utilização deste material. O Espalha-Factos dá-te dez sugestões por onde podes começar, bem como vários produtos alternativos.

Estima-se que em 2050 haja mais plástico nos Oceanos que peixes e consequentemente a nossa alimentação vai ficar condicionada devido à poluição. A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza – destaca que em Portugal já foram tomadas medidas para travar as alterações climáticas.

Em 2015 foi aplicada a Legislação Europeia definindo uma taxa sobre o uso de sacos de plástico leves. A coordenadora de resíduos da Associação, Cármen Lima, salienta o sucesso da medida: “Nos últimos dois anos, o uso de sacos de plástico leves (com espessura <5mm) tem diminuído substancialmente […] mas ainda há muito a fazer, quer ao nível da educação ambiental, quer ao nível da reciclagem deste tipo de materiais”.

Trocar os sacos de plástico de asas de supermercado pelos sacos de papel ou de tecido foi uma questão de hábito. Uma questão de hábito é também alterar as práticas do dia a dia e o uso de muitas opções que já existem no mercado. Uma por uma, fica a conhecê-las.

1. Usar copos reutilizáveis

Começar a diminuir o plástico, pode começar logo pela manhã. Ao acordar, despachas-te, preparas o teu café ou chá e já não tens tempo de o beber. Rapidamente pegarias num copo descartável e logo aí estarias a desperdiçar.

Para levar a bebida de forma cômoda e sustentável, a Pegada Verde tem uma opção: os KeepCup. São copos de vários tamanhos, designs e com as mesmas características: são reutilizáveis e sem sustâncias tóxicas. Estão disponíveis em polipropileno, tritan ou vidro.

A utilização deste copo durante um ano permite reduzir cerca de 99% o desperdício feito com copos descartáveis. Os valores vão desde os 9,95€ aos 28,90€.

Reduzir o plástico
Keep Cup da Pegada Verde (Fotografia: loja online Pegada Verde)
2. Substituir as palhinhas de plástico

Ainda para beber, as palhinhas de plástico podem ser substituídas pelas palhinhas de reutilizáveis. Uma delas é da Pegada Verde e são feitas de aço inoxidável (3,50€). As dimensões permitem consumir todo o tipo de bebidas – desde as mais liquidas, às mais espessas.

Num outro material – bambu – a mind the trash tem palhinhas também laváveis, reutilizáveis e que promovem a sustentabilidade (9,55€). O Mind the trash não é só uma marca, mas também um blog. Os produtos alternativos ao plástico são vendidos online e o blog completa a informação sobre como devem ser usados e discute as questões ambientais.

Reduzir o plástico
Palhinha reutilizável de aço inoxidável da Pegada Verde (Fotografia: loja online Pegada Verde)
3. Trocar os guardanapos de papel por guardanapos de pano

É hora de ir procurar os guardanapos de pano em casa dos avós ou dos pais e voltar a usar. A reutilização permite que se poupem muitos guardanapos de papel e também o plástico no qual vêm revestidos.

Reduzir o plástico
Guardanapo de pano (Deddy Hudson/ Unsplash)
4. Usar material reutilizável para levar a comida de casa

Já não é preciso usar sacos de plástico ou pelicula aderente para levar uma sanduíche ou uma maçã para o trabalho. Agora podem ir dentro de panos ou pequenas bolsas, práticas e laváveis. Também estes ganharam vida depois de anos nos armários dos avós.

Quer sejam antigos, ou uma nova aquisição, o importante é fazer as adaptações certas. Se não houver lá por casa, uma das sugestões é da Pegada Verde. Têm várias bolsas, de diferentes cores – para miúdos e graúdos – facilmente laváveis e prontas a usar no dia-a-dia (5,95€).

Reduzir o plástico
Bolsas Snack’n’Go da Pegada Verde (Fotografia: loja online Pegada Verde)
5. Lavar os dentes sem escova de plástico

Lavar os dentes é um ato tão inconsciente que muitas vezes nem pensamos de que material é feita a nossa escova. Plástico é resposta. E para responder ao uso deste, a mind the trash tem uma escova de dentes de bambu (4,95€).

É a escova de dentes de bambu vegan com menor percentagem de plástico no mercado: nas cerdas tem apenas 32% de plástico e contém 62% de óleo de Rícino. O cabo é biodegradável e feito a partir de bambu 100% orgânico.

LÊ TAMBÉM: BABU: AS ESCOVAS DE DENTES MAIS ECOLÓGICAS SÃO FEITAS DE BAMBU
6. Eliminar as embalagens do banho

Na casa de banho temos muitas vezes um vasto conjunto de recipientes de plástico desde o gel de banho, passando pelo champô, até aos condicionadores.

A Lush Portugal é uma das marcas que tem produtos de higiene e beleza sem uso de plástico. Os Champôs da Lush (8,95€) são o exemplo de como é possível diminuir o plástico destes produtos.

Consistem em barras de champô sólido que vêm condicionadas numa lata redonda. São adaptáveis a cada cabelo – desde o que dá força e brilho, passando pelo indicado para cabelos docemente suaves, até ao néctar das madeixas – e com o mesmo resultado, as barras fazem o mesmo que três garrafas de 250g de champô líquido.

Reduzir o plástico
Sabonetes sem uso de plástico (Fotografia: Viktor Forgacs/ Unsplash)
7. Eliminar os cotonetes de plástico

Dois materiais simples e biodegradáveis: bambu e algodão. É assim que são feitos os cotonetes desenvolvidos pela marca Green Beans (2,00€). A forma como são embalados é também sustentável através do uso de uma caixa de cartão reciclado.

Os cotonetes, além da vertente sustentável, são vegan – não provêm de origem animal, nem são testados em animais – assim como todos os produtos da marca.

8. Usar sacos do lixo biodegradáveis

O ideal é primeiramente recusar aquilo de que não necessitamos e de seguida reduzir ao máximo aquilo de que necessitamos, incluindo a produção de lixo. Estes são os dois dos princípios do Zero WasteLixo Zero em Portugal – movimento que tem Ana Milhazes Martins como embaixadora portuguesa.

São no total cinco “erres” e os restantes passam por reutilizar, reciclar e rot – palavra original – ou seja, fazer compostagem. É por isso que mesmo quando não é possível evitar a produção de resíduos, há soluções que permitem diminuir o seu impacto.

Os sacos do lixo degradáveis da Green Beans contêm D2W, um aditivo que quando adicionado ao plástico, o torna degradável. Tanto pode ser reutilizado e reciclado, como degradar-se e desaparecer.

9. Levar os próprios frascos para as compras

Ir comprar arroz e colocar diretamente no potes lá de casa é possível. Basta levar os frasquinhos e encher nas mercearias de bairro ou nas lojas a granel. Uma delas é a Maria Granel – a primeira mercearia biológica a granel em Portugal.

Além de oferecer alimentos biológicos, a sustentabilidade é outro aspeto presente na loja, ao reduzir o desperdício no embalamento e acondicionamento dos produtos. Desde chás, farinhas, chocolates, sementes e granolas, tudo é comprado a granel, sem plásticos envolvidos.

Foto: Denise Johnson/UnSplash
10. Comprar roupa mais sustentável

O plástico também está na roupa, bem como em muitos outros produtos prejudiciais ao ambiente. Para minimizar o impacto, é preferível comprar roupa de algodão e evitar todas as peças que tenham derivados de petróleo.

Até no calçado isto é possível: a loja online Sapato Verde tem, entre outros produtos, sapatos feitos de forma sustentável. Um deles são uns chinelos de mulher feitos a partir de airbag reciclado, cortiça e sola de pneu reciclado (69€). E há ainda sapatos de homem, como um par clássico com microfibra ecológica, respirável e anti-alérgica (125€).

Reduzir o plástico
Roupa de algodão(Fotografia: Priscilla Du Preez/ Unsplash)

 

  1. Muito bem, Ana! Estou totalmente de acordo com o seu comentário.
    Para tudo, é necessário que as soluções propostas sejam acessíveis a qualquer pessoa/consumidor.
    Mais de metade das propostas indicadas são de difícil execução ou acesso, não só pelos custos que acarretam como simplesmente por não ser adequado em termos de saúde a uma pessoa (ex. barras de shampô sólidos, ou mesmo, sapatos e roupas mais sustentáveis…).

  2. As sugestões de lojas a granel são muito bonitas, mas não servem a maioria da população, que não éde classe média alta/alta, e não vive em Lisboa. Há outras alternativas que podemos explorar, como as frutarias e mercearias que muitas vezes têm secos a granel (feijões, grão, arroz, etc) ou a secção de granel, por exemplo, do intermarché, onde se podem encontrar frutos secos e legminosas. Para a redução do plástico ser sustentável tem de ser acessível. E isso tem de ser tido em conta também nos conselhos que se dão.

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