A GROM estreia-se em Portugal, ao inaugurar o seu primeiro espaço na baixa de Lisboa. A nova loja, em plena rua Garrett, abriu esta terça-feira, 3 de julho. Prometendo os sabores mais autênticos da natureza e o ”gelado como antigamente”, o Espalha-Factos foi conhecer o novo conceito de gelataria e esteve à conversa com Guido Martinetti, fundador da marca italiana.

Como nasceu a GROM?

Em entrevista ao Espalha-Factos, Guido Martinetti, um dos fundadores da GROM, recorda o dia 17 de agosto de 2002,  em que lia o jornal local enquanto desfrutava de uma sanduíche. Foi, então, surpreendido por um artigo de Carlo Petrini, o fundador da Slow Food, uma organização que promove a apreciação dos alimentos e métodos de produção que valorizem o produto, o produtor e meio ambiente. Este discutia a ideia de que o gelato à moda antiga parecia ter-se tornado coisa do passado, realidade que tocou o coração de Guido Martinetti.

O fundador estava decidido a mudar isso e, num piscar de olhos, já abrira a primeira gelateria de Guido Martinetti e Federico Grom, em Turim. Desde 2003, o objetivo de ressuscitar um gelato puro, de alta qualidade e sem quaisquer aditivos artificiais foi mantido. Atualmente, a marca conta com lojas em mais de 40 cidades.

Qual é a filosofia da GROM?

Guido Martinetti fala-nos da importância do regresso às raízes para a criação de um gelato tão imperfeito como a natureza e, por isso, tão genuíno. Essa autenticidade só é garantida recorrendo a matérias-primas de alta qualidade, afirma o fundador.

Desejando retomar o conceito antigo de um gelato que ambos os fundadores conheciam na infância, optaram pela criação de um gelato que se fizesse caracterizar pela frescura do sabor, utilizando apenas ingredientes naturais e cuidadosamente selecionados. O resultado é uma explosão de sabor, um after-taste agradável e uma digestão fácil, explica o fundador.

“No momento de criar um gelato totalmente natural, a matéria-prima é tudo”, garante Guido Martinetti.

A ausência de químicos era, então, um passo lógico a tomar. Assim, os produtos da marca não dão lugar a aditivos artificiais, como aromas, corantes, emulsionantes e conservantes. E se és sensível ao glúten, não desesperes. Também não o encontrarás nestes gelados.

O produto final pode ser bom, mas a quinta Mura Mura é a verdadeira heroína nesta história. A quinta orgânica de Guido e Federico surgiu do sentimento nostálgico de fruta capaz de criar aromas intensos, algo escasso num mercado que exalta a aparência em detrimento do sabor.

Damascos, peras, morangos, figos, pêssegos e melões são agora cultivados nesta quinta, respeitando a natureza e os seus ritmos. E aqui se nota a filosofia que os fundadores da GROM partilham com os agricultores: uma abordagem lenta é o segredo para cultivar a melhor fruta.

Porquê em Portugal?

Guido Marinetti fala-nos das parecenças que lhe saltam à vista quando pensa nos povos português e italiano, sublinhando a semelhança das tradições gastronómicas dos dois países.

“Éramos ambos povos pobres no passado, por isso as nossas receitas não são tão ”ricas” como as de Paris ou Londres, mas são muito simples. E, sobretudo, com muita alma”, recorda o fundador.

Assim, a GROM queria poder trazer um gelato verdadeiro e simples aos portugueses, devolvendo-o às suas raízes. Marinetti conta-nos que o seu maior desejo é ver os sorrisos na cara dos portugueses quando estes comerem os seus gelados e sentir que lhes proporcionou uma boa experiência do passado, como se estivéssemos a provar novamente ”o bolo da nossa avó”.

A escolha do espaço também não foi ao acaso. Lisboa foi a cidade eleita para albergar a nova loja, devido ao seu caráter charmoso e romântico. E é na baixa pombalina que os portugueses poderão deleitar-se com as mesmas receitas que podemos encontrar em Itália.

“O nosso sonho é fazer com que o cliente, ao entrar na nossa loja, sinta que está a entrar numa embaixada italiana de gelato, devido à pureza e autenticidade dos nossos produtos”, defende Guido Marinetti.

Grom em Portugal

Com o que é que poderás contar?

A convite da marca, fomos investigar um bocadinho mais sobre a nova loja. Após uma curta demonstração culinária dedicada ao sorvete de morango, o Espalha-Factos aproveitou a oportunidade de estrear alguns dos sabores da loja.

Na loja do Chiado, podes esperar uma grande variedade de produtos deliciosos, desde os affogatos e copos de chocolate quente aos batidos e biscoitos. Por outro lado, o granizado de amêndoa e morango, o gelado de pistácio e o sorvete de figo são apenas algumas das restantes opções que encontras a teu dispor no menu.

O Espalha-Factos recomenda a combinação Crema di Grom e Caramelo Salgado, num cone simples. Quer seja devido à bolacha crocante, ao subtil toque salgado do caramelo ou à textura dos biscoitos Grom, sabemos que não ficarás indiferente. Apesar dos gelati da marca derreterem depressa, devido ao uso de espessantes de origem natural, leva o teu tempo. Estes gelados são feitos para serem degustados demoradamente e com prazer, enquanto deambulas pelas ruas da Baixa.

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