Editors e dEUS são as novas confirmações do EDP Vilar de Mouros. O anúncio foi dado esta quarta feira (04) pela organização. O festival na região minhota tem data marcada para os dias 23, 24 e 25 de agosto. 

Editors é uma banda de indie rock britânica e vai atuar em Vilar de Mouros no dia 24 de agosto. Já dEUS, grupo belga formado na Antuérpia, juntam-se ao alinhamento do dia seguinte.

Violence, lançado este ano, é o novo álbum da banda britânica, que vem a terras lusas para apresentar os seus mais recentes temas.

Já dEUS são uma banda de culto em Portugal e regressam para o 34º concerto no nosso país.

As novas confirmações juntam-se aos já anunciados: Incubus, Peter Murphy + David J (Bauhaus), The Pretenders, Crystal Fighters, David Fonseca, GNR, Human League, John Cale, Los Lobos, Public Image Ltd. e Plastic People.

O bilhete diário custa 35 euros e o passe para os três dias com acesso gratuito ao campismo tem o valor de 70 euros. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e em Ticketline e Festicket.

O Vilar de Mouros é o festival mais antigo da Península Ibérica e remonta à década de 1960. Na edição deste ano, o recinto do considerado ‘Woodstock Português’ vai ter capacidade para cerca de 15 mil pessoas.

O Woodstock português

A popularidade e história do festival chegou a dar origem ao livro Vilar de Mouros: 35 anos de festivais, em 2003, por Fernando Zamith.

O ano de 1965 marca a primeira edição do Festival de Vilar de Mouros. À época, era marcado por características idênticas às de outros eventos minhotos de folclore. Foi na sua 4ª edição, em 1968, que ganhou alguma projecção nacional. Nessa edição, a presença da música erudita e do fado viriam a marcar a diferença.

Vivia-se ainda no Regime de Estado Novo. Na mesma edição, o fundador do festival (o médico António Barge) teve a audácia de juntar o próprio regime e a oposição. De um lado, a Banda da Guarda Nacional Republicana e, de outro, artistas como Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Este pormenor não passou despercebido à PIDE, que recebeu relatórios sobre as canções proibidas de Zeca Afonso. No entanto, o impacto no país não foi notório.

É com a edição de 1971 que o Vilar de Mouros foi considerado o Woodstock português, numa alusão ao mítico evento realizado em 1969 nos Estados Unidos. A organização levou àquela localidade Elton John, Manfred Mann, os principais grupos pop portugueses, Amália Rodrigues, Duo Ouro Negro e, novamente, a Banda da GNR.