Sérgio Godinho

São Luiz Teatro | Divulgação

Sérgio Godinho retorna ao São Luiz Teatro Municipal para uma série de concertos (5, 6, 7 e 8 de julho) com a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Os moldes do espetáculo são inéditos – será a primeira vez que o artista atua com a Orquestra Metropolitana e com a formação musical com estas particularidades. O desafio foi lançado pela própria direção artística do Teatro.

Sérgio Godinho lançou no início deste ano Nação Valente, o 18.º dos seus álbuns de estúdio. Ouvi-lo é um regresso, por um lado, ao desassossego que os temas e a própria estrutura da música de intervenção provocam e, simultaneamente, é também um regresso a um ambiente confortável e familiar.

O espetáculo conta também com uma equipa de luxo organizada por Sérgio Godinho. O artista faz-se acompanhar de Filipe Raposo, responsável pelo piano, composição e arranjos. Nuno Rafael é camarada de palco e estúdio há quase 20 anos, e vai estar nas guitarras elétricas e acústicas, percussão, coros e cavaquinho. Já Cesário Costa é responsável pela condução da Orquestra Metropolitana. A Nuno Espírito Santo está entregue a pasta do baixo e percussão e a João Cardoso estão incumbidos os teclados, samplers e coros. Sérgio Nascimento está na bateria e percussão.

Em 2016, Sérgio Godinho juntou-se à Orquestra Jazz de Matosinhos, numa série de espetáculos que começou na Casa da Música no Porto um ano antes de chegar ao São Luiz, em Lisboa, em junho de 2017. Contudo, esse espetáculo era destinado aos mais pequenos. Talvez por isso mesmo surge agora a necessidade, e oportunidade, do regresso ao São Luiz.

Sérgio Godinho e o São Luiz

As histórias do artista e do teatro não se cruzam pela primeira vez neste espetáculo. A primeira passagem foi numa sessão de canto livre, em maio de 1974.

A não esquecer, está obviamente o espetáculo “Liberdade”, de 2014. Foram três os dias de abril em que o artista se apropriou, no melhor dos sentidos, do espaço. O estímulo foram os 40 anos do 25 de abril e, portanto, da democracia em Portugal.

O Liberdade voou para fora do São Luiz e percorreu, um pouco por todo o país, teatros nacionais e alguns festivais de verão. As datas no São Luiz esgotaram todas e o espetáculo deu direito a disco.