Passados nove anos após a sua morte, o mítico Michael Jackson continua a ter o mesmo valor para a cultura pop. A influência do cantor vai desde a sua participação em filmes, à criação de videoclipes vanguardistas, à sua forma caraterística de dançar, entre tantas outras coisas. Para celebrar a data, o Espalha-Factos organizou uma lista de nove curiosidades sobre o cantor.

9. Rico em cultura… e não só

Era cantor, compositor, produtor. Era ator, dançarino, empresário. Era também filantropo, pacifista e ativista. Parece muito? Para Michael Jackson não. Viveu apenas 50 anos e faturou mais de sete biliões de dólares. É como se cada um dos habitantes do planeta lhe tivesse dado, pelo menos, um dólar. Ficou conhecido como o artista mais rico de toda a história. Com o álbum Thriller (1982) vendeu 119 milhões de cópias, registando-se como o álbum mais vendido na história da música.

Para além de valores monetários, também recebeu vários prémios simbólicos. Ganhou 40 Billaboard Awards, 13 Grammys e ainda 26 prémios na American Music AwardsTeve 18 registos no Guiness World Records, entre eles o “Artista Mais Bem-Sucedido de Todos os Tempos“.  Após a morte de Michael, a Guiness criou uma categoria para o artista “O Artista Falecido Que Mais Ganha” – um ano após o falecimento, faturou um bilião de dólares.

O artista quando recebeu um Grammy

O cantor foi incluído duas vezes no Rock and Roll Hall of Fame e foi o primeiro (e único) coreógrafo de pop rock’n’roll a integrar a Dance Hall of Fame.

8. Billie Jean e a televisão

Lançado em 1983, teve o seu sucesso de imediato. A canção Billie Jean faz parte do álbum Thriller, coroada como disco de platina em 1989. Para além do seu sucesso nas tabelas, o videoclipe também deu que falar.

O vídeo de Billie Jean foi tranmitido pela primeira vez na MTV, um canal televisivo norte-americano. Era o primeiro videoclipe musical de um artista negro a ser transmitido na televisão. O canal passou a ser famoso e conhecido, visto que Michael Jackson já tinha milhares de fãs.

Também foi na televisão que o cantor pop fez o famoso Moonwalk, no espetáculo de Motown 25: Yesterday, Today, Forever, uma edição especial de um programa realizado pela discográfica Motown Records.

Billie Jean foi também a razão da criação da teoria de que Michael Jackson usava perucas e que tinha chegado a tatuar cabelos na nuca. A música foi utilizada para um anúncio da Pepsi, onde Michael acabou por sofrer uma queimadura de segundo grau na cabeça e na cara. Uma das explosões do set acabou por explodir mais cedo do que o previsto, incendiando o cabelo do cantor.  A partir desse momento foi indemnizado e descobriu o mundo das cirurgias.

7. Moonwalk e os Sapatos Mágicos

Depois de dar a conhecer aos seus fãs o seu novo passo de dança, o movimento tornou-se viral. Milhares de pessoas tentaram imitar o ícone. Para a dança de Moonwalk, nada mais nada menos que o próprio talento de Michael. Os sapatos são apenas lisos por baixo. De resto? É puro talento! No entanto, existem imensos tutoriais de como executar o passo.

Atualmente, o movimento é realizado na dança, mais propriamente no popping, um estilo de dança urbana.

Para além do movimento de dança, os seus sapatos também deram que falar. No seu vídeo Smooth Criminal, lançado em 1988, o artista parecia ter superpoderes. Num movimento de dança subtil, o seu corpo inclina-se tanto para a frente (45º) que chega a desafiar as leis da gravidade.

Foi assim mesmo que ficaram batizados: Sapatos de Anti-gravidade. Feitos à medida e com condições especiais, Michael Jackson fez questão de patentear os sapatos e torná-los secretos. O truque acabou por ser desvendado.

Eram sapatos com uma sola diferente, de forma a que se encaixassem em determinados pontos no chão do palco.

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6. Um videoclipe e 7 milhões… de euros

Em 1995, Janet Jackson decidiu unir-se ao seu irmão na música Scream, de forma a por fim aos rumores do cantor. Numa época mais atribulada da carreira de Michael, acusavam-no de ter abusado menores sexualmente e de estar a ficar doido. Uma alcunha chegou-lhe a ser atribuída pelos media, era o “Wacko Jacko”.

O videoclipe tem 4:46 minutos. Está registado no Guiness World Records como o vídeoclipe mais caro na história da música, no valor de sete milhões de euros.

Eis a logística: foram precisos 600 mil dólares para gravar durante 11 dias, 175 mil dólares para luzes, 80 mil dólares para as telas verdes, 40 mil dólares na coreografia, 53 mil dólares em guitarras Gibson e cerca de 5 milhões de dólares em 11 cenários.

Dirigido por Mark Romanek, a essencia do vídeo consiste nos irmãos a vaguear pela nave espacial. Os dois estão a fugir do planeta Terra, onde se encontram feliz e contentes. Isto é uma metáfora para os famosos e a sua fuga comum dos media.

Obteve 11 nomeações da MTV Video Music Awards em 1995, ganhando os prémios de “Melhor Vídeo de Dança“, “Melhor Coreografia” e “Melhor Direção de Arte“.

5. “Michael Jackson”, as palavras que quebraram a Internet

Há precisamente nove anos, foi anunciada a morte do cantor, por volta das 11:21 horas, hora portuguesa. O primeiro anúncio foi emitido pela TMZ, um site americano independente que está sempre em cima dos acontecimentos das celebridades.

No dia em que foi emitida a sua morte, o termo “Michael Jackson” foi o mais procurado mundialmente em todos os motores de pesquisa. Plataformas chegaram mesmo a ir abaixo. O Wikipédia relatou ter mais de um milhão de visualizadores no espaço de uma hora na biografia do cantor.  O AOL Instant Messenger, um software de mensagens (desativado em 2017), também ficou indisponível.

O Twitter sofreu uma quebra no site e assim que regressou, foram publicados/republicados cerca de cinco mil tweets por minuto. O site que anunciou a morte de Michael (TMZ) sofreu o mesmo destino. A própria empresa Google, pensava que estava a sofrer um ataque informático, pela enorme quantidade de procura das palavras “Michael Jackson”.

4. A Terra do Nunca

Não é a ilha do livro do Peter Pan. É o vale de Neverland que pertence a Michael Jackson. Na Califórnia, um espaço de 2700 hectares onde se encontravam parte dos bens do cantor. Para além de uma gigante mansão, tinha um jardim zoológico e um parque infantil.

O espaço estava avaliado em 100 milhões de dólares.

3. Michael Jackson e a caridade

Mais um tópico, mais um prémio. No Guiness World Records é detentor do título “Estrela Pop que Ajudou Mais Instituições“. O cantor ajudou mais de 50 instituições através de ajuda monetária, apoios em projetos e participação em atividades realizadas pelas organizações.

Em 1984, Michael Jackson foi reconhecido pela sua contribuição para a campanha governamental sobre conduzir embriagado. A sua música Beat It foi utilizada nos anúncios televisivos. Na Casa Branca, recebeu um Prémio Humanitário Presidencial.

2. Beat It

Orientado por Bob Giraldi, o videoclipe é mais um símbolo do Michael. São 4:58 minutos de muita história no mundo da música.

Foi a primeira vez que Michael Jackson apareceu a dançar com vários dançarinos, repetindo a mesma dança. Entre as dezenas de dançarinos, 80 são membros de gangues reais. O seu casaco vermelho ficou conhecido como o símbolo que melhor representa o artista (para além dos seus sapatos).

O vídeo levou o artista a receber prémios como o American Music Awards, o Billaboard Video Awards, o The Black Gold Awards e o realizador do vídeo foi introduzido no Music Video Producer’s Hall of Fame.

A música foi um momento histórico para a música onde as barreiras entre a música de raça “negra” e “branca” começaram finalmente a ser quebradas.

1. Thriller

Este será a música mais conhecida do cantor. Não só pela música, o vídeo também se tornou num êxito (e pesadelo, para alguns). São 14 minutos de “terror”. Começando pelo pesadelo, eis o porquê: as crianças estavam aterrorizadas pelos zombies.

Venderam-se nove milhões de cópias do vídeo e adivinhem quem ganhou um prémio? É verdade, no Guiness World Records, a música Thriller ficou marcada como “Vídeo Musical Mais Bem Sucedido”.

Em 2009, o vídeo foi incluído no Registo Nacional de Filmes, pela Biblioteca do Congresso Norte Americano. Foi o primeiro a receber esta honra.

Os fatos utilizados no videoclipe são do Salvation Army, uma das instituições de caridade mais famosas no mundo.