A Grécia e a Macedónia chegaram a acordo sobre o nome da ex-república jugoslava. Prevê-se que o país passe, assim, a designar-se República da Macedónia do Norte, uma decisão da qual se espera por termo a mais de 27 anos de discórdia.

O acontecimento, que provocou protestos nacionalistas em ambos os países, foi olhado pelo primeiro ministro macedónico Zoran Zaev, como uma solução estratégica e amigável, conta a Reuters.

Assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países e supervisionado por Zaev e Alexis Tsipras, este acordo vai permitir o fim da oposição, por parte da Grécia, à entrada da Macedónia na União Europeia e na NATO. Na cidade de Psarades estiveram ainda presentes a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, e o comissário europeu responsável pelo Alargamento, Johannes Hahn.

O projeto-lei foi apoiado por 69 deputados macedónios e enviado ao Presidente Gjorge Ivanov, que já se pronunciou sobre o assunto na passada quarta-feira, dia 20. Gjorge Ivanov declarou que não vai assinar o acordo e o que parece mais provável é que acabe por vetar, aponta a Reuters.

Relembre-se que, juntamente com o chefe de estado, os deputados da aliança conservadora VMRO-DPMNE se impuseram à decisão por considerarem prejudicial aos interesses da Macedónia.

Segundo o Diário de Notícias, existe ainda um intrincado processo de ratificação, que inclui referendo e uma alteração da Constituição, que só acontece com a aprovação de dois terços do parlamento. Só assim o novo nome vai poder ser aplicado.

Prevê-se que a anterior denominação de Antiga República Jugoslava da Macedónia dê agora lugar ao nome República da Macedónia do Norte.