A Europol, em colaboração com as autoridades britânicas, francesas e tailandesas, prendeu oito pessoas por suspeitas de envolvimento no grupo cibercriminoso Rex Mundi (latim para “Rei do Mundo”). O grupo atuava pelo menos desde 2012.

 O processo que levou à captura dos oito suspeitos começou em maio de 2017, depois de um ataque alegadamente realizado pelo grupo a uma empresa sediada em Inglaterra e cujo nome não foi revelado. Membros do Rex Mundi terão invadido a rede desta empresa para roubar dados e, em conformidade com o seu método habitual de atuação, extorquir um resgate pela informação surripiada.

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Dias depois do ataque informático, um homem com sotaque francês contactou a empresa por telefone a exigir pelo menos um de dois pagamentos em Bitcoin. O primeiro, no valor de 580 mil euros, para não divulgar a informação roubada; o segundo, de 825 mil, para revelar como conseguiram invadir a rede. Por cada dia de atraso a dar uma resposta, o grupo adicionaria 210 mil euros ao valor do resgate.

A empresa recusou o pagamento do resgate exigido e contactou as autoridades. Um mês depois, em junho de 2017, a polícia britânica capturou cinco cidadãos de nacionalidade francesa. Um dos suspeitos interrogados confessou ser o líder do grupo e revelou que contratavam cibercriminosos na Dark Web para realizar os ataques.

Em outubro desse ano, a polícia francesa capturou mais dois suspeitos, e as autoridades tailandesas realizaram a última detenção em Maio deste ano.

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No ativo pelo menos desde 2012, o Rex Mundi conta com uma lista considerável de vítimas. Algumas das mais conhecidas são Domino’s Pizza, Banque Cantonale de Geneve, AlfaNet, Drake Internacional, Buy Way e Numericable.

Com a captura de todos os membros do grupo, a Lizete já pode pôr a disquete, porque navegar na internet ficou um bocadinho mais seguro.