O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, destacou a diversidade das áreas culturais e o bom conjunto de autores portugueses que vão representar Portugal na Feira Internacional do Livro de Guadalajara (FIL), de 24 de novembro a 2 de dezembro.

Portugal é o país convidado de honra da FIL da edição 2018. O ministro revelou, na cerimónia de apresentação oficial do programa de Portugal na FIL, que o programa em questão foi construído “muito abaixo” do orçamento estimado.

A participação portuguesa custou cerca de 1,8 milhões de euros aos cofres do Estado (340 mil dos quais em contribuições de privados), quantia significativamente mais baixa que a do orçamento inicialmente previsto, que era de cerca de 2,5 milhões de euros, tal como revelou Luís Filipe Castro Mendes.

O ministro realçou ainda, em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, a “amplitude de áreas culturais que, sempre com o eixo no livro e na literatura, aparecem e vão estar em evidência em Guadalajara”, apontando que esta é a uma das maiores feiras do livro do mundo.

Foto: página oficial da Feira Internacional do Livro de Guadalajara no Facebook

A FIL Guadalajara tem mais de 30 anos de existência, é a maior feira do livro da América Latina e a segunda maior do mundo. Conta anualmente com mais de 800 mil visitantes repartidos pelos nove dias, mais de duas mil editoras de 47 países, e mais de 700 escritores de diferentes línguas.

Participação portuguesa

No que toca aos 42 escritores de língua portuguesa que vão marcar presença no evento, contam-se alguns vencedores do Prémio Camões, tais como António Lobo Antunes, Mia Couto, Hélia Correia, Germano Almeida e Manuel Alegre.

Noutra perspetiva, a “juventude” literária portuguesa também vai estar representada, através de escritores como João Tordo, José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares e Afonso Cruz.

Sobre o tema, o ministro defendeu que “temos um bom elenco, uma boa escolha de autores. Nunca podem ir todos, mas temos uma boa escolha da ficção da poesia e da nossa melhor literatura contemporânea”.

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Foto: site oficial da Feira Internacional do Livro de Guadalajara

Para além disso, está também prevista uma mostra cinematográfica através da apresentação de 12 longas-metragens baseadas em livros de autoria portuguesa e de nove realizadores portugueses, sendo que três destes filmes são todos realizados por João Botelho, que segundo Manuela Júdice, comissária da participação portuguesa na FIL, é o realizador que mais trabalhou temas da literatura.

No que toca à área musical, a organizadora destacou a participação de Ana Bacalhau, Camané, Capicua, Dead Combo e Luís Represas, entre outros nomes.

A dança portuguesa, por seu lado, será representada pelo espetáculo Lídia, de Paulo Ribeiro, pela Companhia Nacional de Bailado.

Na área das artes plásticas estarão presentes na cidade mexicana três exposições: O Que Dizem as Paredes — Almada Negreiros e a Pintura Mural, com curadoria de Mariana Pinto dos Santos, Ana Hatherly e o Barroco: num jardim feito de tinta, com curadoria de Paulo Pires do Vale, e Variações sobre uma Tradição: dos lenços de amor aos bordados com poesia, curadoria de António da Ponte.

NA FIL 2018 vão ser ainda apresentadas peças teatrais, demonstrações gastronómicas e espetáculos infantis.

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