A RTP passou a pasta da Eurovisão a Israel ontem (19), na sede da União Europeia de Radiodifusão (UER). A edição deste ano foi fechada e já começou a preparação da próxima edição em Israel. A cidade anfitriã será conhecida até setembro.

Os representantes da emissora pública israelita KAN reuniram-se, também, com a UER, na Suíça, para conversas iniciais sobre o Festival Eurovisão da Canção de 2019 em Israel. Foi estabelecido um calendário de marcos importantes na organização do festival.

O planeamento para o concurso do próximo ano já começou. A escolha da cidade será feita com base no processo tradicional de proposta. Várias cidades podem apresentar propostas e seleciona-se uma, de acordo com vários critérios estabelecidos pela UER como, por exemplo, a existência de um aeroporto internacional e das infraestruturas necessárias.

“A cidade-sede será anunciada, juntamente com as datas oficiais das duas semifinais e da grande final, até setembro deste ano”, pode ler-se no site oficial da Eurovisão.

A organização partilhou o logotipo temporário da 64ª edição do Festival Eurovisão da Canção, enquanto ainda não se sabe em que cidade se realizará o evento.

Israel 2019

O logotipo provisório do Festival Eurovisão da Canção 2019.

A controvérsia traz novas candidatas além de Jerusalém

Israel já admitiu que Tel Aviv, Haifa e Eilat, além de Jerusalém, também são cidades candidatas à realização do Festival Eurovisão da Canção 2019, segundo o jornal israelita Haaretz.

A proposta surgiu após as exigências da UER para que o festival se realizasse num lugar “menos controverso” do que Jerusalém. A cidade está dividida entre israelitas e palestinianos desde 1967 e a soberania de Israel não é reconhecida internacionalmente.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, concordou que o governo não deverá interferir com a escolha da cidade anfitriã.

Jerusalém já recebeu a Eurovisão em 1979 e 1999. Porém, tem sido um ponto quente nas tensões do conflito israelo-palestiniano. Recentemente, tem havido controvérsia sobre o seu status quo e não há um consenso internacional sobre a cidade.

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Em dezembro, Donald Trump, ao anunciar a transferência da embaixada norte-americana para Jerusalém, reconheceu a cidade como capital de Israel.

A 14 de maio iniciou-se o processo de transferência da embaixada, de Tel Aviv para Jerusalém, com a instalação de um primeiro departamento diplomático.

Nesse dia, pelo menos 58 palestinianos morreram e mais de 2,700 ficaram feridos na sequência de protestos que reivindicavam o direito ao retorno dos palestinianos e manifestavam contra a ação norte-americana.

Entretanto, a Casa Branca anunciou o adiamento, por seis meses, da transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém.