Foto: Kazuend / Unsplash

Mundial 2018: Conhece as cidades anfitriãs

Começa hoje (14) o Mundial de Futebol de 2018, no maior país do mundo. A Rússia vai tornar-se centro do desporto rei no próximo mês recebendo as várias seleções em 11 cidades de vários pontos do país. O Espalha-Factos dá-te a conhecer as anfitriãs do Mundial- 

Dizem os fanáticos que as competições internacionais de futebol são muito mais que desporto. Estes eventos, que movimentam multidões por todo o mundo, ultrapassam o entretenimento ao possibilitarem a divulgação e reconhecimento de um país por todos os cantos do planeta.  Enquanto esperas que chegue a hora de te reunires com os teus familiares e amigos para assistirem à festa mundial do futebol, conhece aqui a lista completa das 11 cidades russas que vão receber a competição deste ano.

São Petersburgo
Foto: Viagem com charme

O palácio de Inverno, a Catedral do sangue derramado ou o Museu Hermitage são apenas algumas das atrações históricas, culturais e turísticas que levam os cidadãos do mundo a visitar São Petersburgo. A cidade foi fundada pelo czar ‘Pedro, O grande’ e chegou mesmo a ser capital do maior país do mundo, durante a dinastia Romanov e até ao golpe socialista liderado por Lenine em 1917. Tendo um fuso horário com mais duas horas que Lisboa, São Petersburgo é a segunda maior do território Russo e conta com cerca de cinco milhões de habitantes.

Vai ser o Estádio de São Petersburgo, casa do Zenit de São Petersburgo, que vai receber a festa mundial do futebol. Com capacidade de até 68 mil pessoas, o estádio vai ser palco de uma das semi-finais e do jogo que decide quem irá ocupar o terceiro e quarto lugares.

Kazan
Foto: Wikipedia

Kazan é outra das cidades onde os encontros vão ser disputados duas horas mais tarde que em Lisboa. Esta foi fundada em 1005 e é a capital e a maior cidade da república do Tartaristão. Localizada na área de confluência dos rios Kazanka e Volga, é a terceira maior cidade russa e conta com a maior comunidade muçulmana do país. Esta diversidade étnica e religiosa que a compõe acaba por ter imensa influência a nível cultural e arquitetónico tornando-a numa cidade caracterizada pelo multiculturalismo e a convivência pacifica entre as diferentes culturas.

A Arena Kazan, que também acolheu jogos da Taça das Confederações, vai voltar a abrir portas para receber o Mundial de 2018. Este estádio é casa do Rubin Kazan e tem capacidade para receber 42 mil pessoas.

Kaliningrado
Foto: Viajo Amanhã

Kaliningrado localiza-se entre a Lituânia e a Polônia e é a capital da província com o mesmo nome. Com pouco mais de 935 mil habitantes, a cidade está recheada de grandes parques, monumentos de elevada relevância histórica e até um jardim zoológico.

Mas estes não são as suas principais atrações, tudo isto porque Kaliningrado é também conhecido como a Capital da Cerveja na Russia, onde a popular bebida é vendida a preços irrisórios e faz parte da tradição de imensas povoações. Além disso, a cidade fundada em 1255 é também responsável por 90% da produção mundial de âmbar. Conhecida como “Cidade do Âmbar”, pelos vários pontos turísticos da cidade é possível encontrar diversos itens feitos em Âmbar e, inclusivamente, visitar um museu regional dedicado ao mineral.

O Estádio de Kaliningrado foi inaugurado a 12 de maio de 2018, tendo sido construído propositadamente para receber o Mundial. Após terminar a competição tornar-se-á residência do Batika Kaliningrado, uma equipa pertencente à segunda divisão russa.

Sochi
Foto: Luxuo

Todos nós imaginamos um território russo com temperaturas baixas e invernos muito rigorosos. Mas para toda a regra, há uma exceção e neste caso a exceção é Sochi. Situada entre as montanhas do Cáucaso e o mar Negro, no sudoeste do País, esta é uma das cidades com clima mais ameno de todo o território Russo, com temperaturas invernais que raramente ficam abaixo de zero grau Celsius. Quando chegam os meses de verão, as temperaturas oscilam entre os 26 e os 32 graus e tornam-na numa espécie de ‘riviera russa’. O bom clima foi também um dos motivos que levou a ‘cidade resort’ a receber os jogos olímpicos de inverno em 2014 e a ser escolhida para receber ,em 2020, o Grande Prémio da Rússia de Formula 1.

No que ao mundial de 2018 diz respeito, a bola vai rolar no Estádio Olímpico de Fisht, palco do evento olímpico de 2014 que sofreu alterações para receber o maior evento de futebol do mundo. Com uma capacidade de 41 mil pessoas, vai ser nesse relvado renovado que Portugal vai defrontar Espanha na próxima sexta-feira (15).

Volgogrado
Foto: Travelpedia

Volgogrado é formada por um milhão de habitantes e é um dos maiores e mais importantes centros industriais russos. Especializada na construção naval e de veículos, além da produção de petróleo, aço e alumínio, é aqui que se situam as sedes de grandes fábricas russas.

Além da importância industrial, Volgogrado tem ainda uma grande relevância histórica uma vez que foi palco da Batalha de Estalinegrado – um dos conflitos mais violentos da Segunda Guerra Mundial e que ditou o fim do avanço nazi. Esta batalha levou à construção do memorial do Monte Mamaev, construído em memória dos soldados que morreram na batalha, e à condecoração de Cidade Heroica, em 1945, pelas ações do exército vermelho e dos seus habitantes.

A Arena Volgogrado, com 45 mil lugares, vai receber quatro jogos da primeira fase.

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Saransk
Stanislav Krasilnikov/TASS

Saransk está localizada no centro da Rússia, a cerca de 650 km da capital, mas isso não surge como impedimento para o fenómeno da despovoação. Apesar de ter sido premiada em 2012 com o título de cidade mais confortável da Rússia, a verdade é que a sua população tem vindo a diminuir nas ultimas décadas. Este fenómeno pode ser justificado pelo fim da Guerra Fria e o encerramento das grandes indústrias criadas na região ,durante a União Soviética , para desenvolver o comércio do país. Com o reconhecimento internacional do mundial de futebol e os equipamentos modernos que estão a ser desenvolvidos nesse seguimento, Saransk espera alcançar o reconhecimento que até hoje ainda não lhe foi concedido.

A menor cidade anfitriã deste mundial recebe os amantes do futebol na Arena de Mordóvia, onde serão disputados quatro jogos da fase de grupos.

Samara
Foto: Russiatrek

A vodca, o chocolate e a cerveja são os principais chamarizes de Samara, uma cidade fundada em 1586 e que, tal como Saransk, ainda não tem a mesma atratividade de outras sedes deste mundial. No entanto, Samara é uma cidade em desenvolvimento: é lá que se localiza uma das principais instituições de engenharia da Rússia, a Universidade Estatal Aeroespacial de Samara, impulsionadora de um programa espacial pioneiro e inovador no país. Centro industrial e de transporte, esta cidade a mais de 800km de Moscovo abriga também, no seu centro-histórico, uma casa-museu onde morou Lenine.

Construída propositadamente para o Mundial, a Arena de Samara tem uma capacidade de 44 mil lugares. Nela vão ser disputados quatro jogos da fase de grupos, um jogo dos oitavos de final e um dos quartos de final.

Ecaterimburgo
Foto: Viajo Amanhã

Ecaterimburgo é uma porta de acesso à Sibéria e é a cidade mais a leste entre as escolhidas para sediar o mundial de 2018. Esta cidade, que conta com um fuso horário de mais quatro horas em relação a Lisboa, tem vindo a enriquecer ao longo do tempo devido ao gás, petróleo, minerais, pedras preciosas, e outras matérias-primas abundantes na região. Nela é possível visitar o Vysotsky, o segundo maior edifício fora de Moscovo com 188 metros de altura.

Em Ecaterimburgo localiza-se um dos mais antigos estádios do mundial 2018: a Arena de Ecaterimburgo, contruída na década de 1950.

Rostov
Foto: Russiatrek

Fundada em 1749, Rostov conta com mais de um milhão de habitantes e fica situada na zona europeia do país. Considerada um dos principais centros culturais e gastronómicos russos, o seu centro histórico está recheado de exuberantes exemplos da arquitetura soviética e nos seus restaurantes o peixe é estrela de uma grande variedade de pratos. Rostov é também uma cidade estudantil, onde podemos encontrar sedes de várias instituições do ensino superior.

Os eventos do mundial de 2018 vão decorrer na Arena de Rostov. A sua capacidade atual é de 45 mil pessoas, mas este número poderá diminuir para 42 mil com o término da competição.

Níjni Novgorod
TASS/ Vladimir Smirnov

Níjni Novgorod foi desde sempre uma cidade voltada para o desenvolvimento. Em 1817 iniciou o seu progresso ao receber a primeira feira de Níjni Novgorod da Rússia, fazendo os russos olhá-la como “O bolso da Rússia”. Mais à frente no tempo, durante a guerra fria, Gorky, como era denominada na época, era uma cidade fechada a estrangeiros dedicada à pesquisa secreta de armas nucleares. Atualmente, e com os seus 1,2 milhões de habitantes, é reconhecida pela excelente qualidade de vida e pelo eficaz sistema de formação superior.

O Estádio de Níjni Novgorod foi construído em 2017 propositadamente para o Mundial deste ano. À época da construção, o governador da divisão federal cuja capital é Níjni Novgorod sugeriu que o estádio será usado para competições de outros desportos, bem como para grandes eventos e concertos.

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Moscovo
cidades
Foto: PixaBay

Moscovo é não só a capital russa, mas também a capital do mundial de 2018, já que nela vão decorrer os principais jogos do campeonato. Fundada em 1147, a cidade tem cerca de 12 milhões de habitantes e é o principal ponto de atração turístico da Rússia. Dos variados pontos de interesse espalhados pelos seus 2.510 km2, destacam-se a famosa Praça Vermelha, vários templos ortodoxos como a Catedral de Kazan ou o Kremlin de Moscovo, edifício que serve de residência oficial para Vladimir Putin.

Em Moscovo serão dois os estádios a receber eventos do Mundial de 2018. Um deles é o Estádio Spartak, local onde anteriormente decorreu a Taça das Confederações e que serve de casa para o Spartak de Moscovo. Por outro lado temos aquele que pode ser considerado o palco principal do evento – o Estádio Luzhniki, com capacidade para 81 mil pessoas. É nele que vão decorrer as cerimonias de abertura e de encerramento do Mundial, sendo que já recebeu uma final da Liga dos campeões e os Jogos Olímpicos de 1980.

 

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