Em entrevista ao Espalha-Factos, Luís Segadães, presidente das 7 Maravilhas de Portugal, falou sobre as 7 Maravilhas à Mesa, o sorteio inédito realizado no passado dia 7 de junho, em Albufeira, e da missão desta organização.

Inês Freitas: As 7 Maravilhas à Mesa é a 7.ª eleição realizada em Portugal. Acha que, por essa razão, é um concurso especial?

Luís Segadães: É muito especial. É um número mítico. Sete é o número de coisas que a mente humana é capaz de memorizar num específico momento. É uma das explicações científicas para o número 7 ser tão mítico. Portanto, nós ao chegarmos à nossa sétima edição, obviamente temos expetativas elevadas para o projeto. 

IF: Como surgiu a ideia de aliar a gastronomia, aos vinhos, azeites e roteiros?

LS: Foi uma coisa muito complexa. Levou-nos a fazer um estudo para percebermos bem como é que iríamos orientar este conceito. Nós já tínhamos feito as 7 Maravilhas da Gastronomia em 2011, e não queríamos repetir. Por um lado, queríamos pôr a gastronomia, porque sabíamos a sua força gigantesca, mas não  fazer igual. Então, ocorremos misturar os vinhos, fazer a harmonização entre o que se come e o que se bebe. Para nós, a harmonização perfeita inclui também a experiência que estamos a ter, não é só deslocarmo-nos a um sítio e degustarmos uma mesa, é também o “para lá chegar e para lá ficar”. Este projeto é sobre isso: o lado de roteiro, no fundo, agregado a esta mesa. O lado inovador do nosso concurso vai ser isto aparecer tudo junto.

IF: Que balanço faz do sorteio que se realizou aqui em Albufeira?

LS: É muito positivo. Para já o Tiago Goes Ferreira deu um show como comunicador e ajudou muito a fazer de uma coisa que podia ser chata, uma coisa muito engraçado. Foi muito especial. Nós quando organizamos estas coisas, nunca sabemos bem como é que elas vão correr. Ao termos um projeto que tem impacto em todo o território nacional, vamos sendo surpreendidos pela positiva cada vez que organizamos estas coisas. De facto, esteve aqui o país em peso. É impressionante, para nós, vermos que fizeram este esforço para vir cá. No fundo, é uma demonstração do empenho que vão ter agora quando entrarmos na fase de promoção e de fazer campanha. 

IF: A gala final das 7 Maravilhas à Mesa será em Albufeira a 22 de setembro. Há uma relação especial com este município?

LS: A equipa de Albufeira é fantástica. A nós interessa-nos obviamente encontrar os parceiros que não só nos apoiem financeiramente, mas também gente que tenha a filosofia e o profissionalismo certos. Quando se configurou a possibilidade de fazermos a nossa gala final aqui, não olhamos para mais nada. Estamos muito contentes. 

IF: A vossa missão é que as 7 Maravilhas sejam como que embaixadores de Portugal e que levem o desconhecido ao grande público?

LS: Não só o desconhecido, como o maravilhoso. O país está cheio de coisas maravilhosas, não suficientemente valorizadas, nem suficientemente conhecidas. Nós nas 7 Maravilhas, temos oportunidade de fazer com que muitas dessas coisas apareçam e ganhem destaque, e se comparem até com coisas conhecidas. Estamos em Albufeira, que é um dos sítios top em termos de turismo em Portugal, e vai concorrer contra mesas que estão absolutamente escondidas aí pelo país fora, e que recebem pouco turismo. Isso é muito importante, porque vai pô-los em confronto e puxa também os outros para cima. Essa é a missão das 7 Maravilhas: mostrar aquilo que ainda ninguém viu. 

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