A vida do emblemático artista português António Variações é o mote para mais uma produção cinematográfica portuguesa. Produzida pela David & Golias, de Fernando Vendrell, tem estreia marcada para o próximo ano e o nome já está escolhido: Variações.

A ação do filme vai estar situada entre os anos 1977 e 1981. Este foi o período em que Variações regressou de Amesterdão – onde aprendeu o ofício de barbeiro -, depois de uma passagem por Londres. Foi, também, a altura em que deu os primeiros concertos em Lisboa, no Rock Rendez-Vous e na discoteca Trumps.

Já foram divulgados alguns dos nomes do elenco do filme. Sérgio Praia será, novamente, António Variações, depois de já ter interpretado este papel no teatro, na peça “Variações, de António”. Victória Guerra e Lúcia Moniz estão confirmadas, ainda que não tenham sido reveladas as personagens que vão interpretar.

A realização e o argumento estão sob a alçada de João Maia. O argumento vai basear-se em seis anos de investigação sobre a vida de Variações e vai basear-se na escrita, cassetes, concertos amadores e ensaios feitos pelo artista. O filme vai estrear em 2019, ano em que o artista pop português iria completar 75 anos de vida.

Uma vida a “Dar e Receber”

António Variações nasceu a 3 de dezembro de 1944, em Braga. Fez serviço militar em Angola, viajou pelas capitais europeias e fixou-se em Lisboa. Foi barbeiro na baixa da capital portuguesa e chegou a abrir uma loja sua. Em 1978, assinou contrato com a editora Valentim de Carvalho e o primeiro tema que editou, anos depois, não foi um original. Era uma versão de Povo que Lavas no Rio, da fadista Amália Rodrigues, uma grande inspiração para o músico.

Em maio de 1984, Variações já se encontrava muito doente. A sua última aparição na televisão portuguesa foi no programa A Festa Continua, de Júlio Isidro. A 13 de junho desse ano, aquele que em vida se afirmou como um ícone do pop português morreu, vítima de uma broncopneumonia.

Ao longo dos anos, foram várias as homenagens feitas ao músico. Desde compilações a tributos ao vivo, a sua imagem manteve-se viva na música portuguesa.