Este sábado, 26 de maio, marcou o segundo e último dia do North Music Festival. A segunda edição do festival conseguiu reunir 25 mil pessoas no recinto da Alfândega do Porto. Os concertos de The Prodigy, Gogol Bordello, Mão Morta e Guano Apes são alguns dos momentos marcantes do festival. 

O segundo dia do North Music Festival adivinhava-se repleto de espírito rockeiro. Mas nem só de Rock se completou. O Hip Hop português também marcou presença às mãos de Slow J. Porém, o que os festivaleiros mais aguardavam, durante os dois dias, era ouvir e sentir o ‘big beat‘ dos The Prodigy.

A banda britânica entrou em palco envolta num frenesim de luzes e inúmeras ovações do público. Na plateia, os moshes e crowdsurfers perdiam-se de vista.  A abertura do concerto fez-se ao som de Omen e os festivaleiros foram ao rubro com The Prodigy.

Apesar da redobrada segurança, para que nenhum fã invadisse o palco, o concerto decorreu sem grandes peripécias. Com um público de diferentes faixas etárias e nacionalidades, The Prodigy agradaram a todos e provaram o reconhecimento de que são alvo.

Mão Morta e o Concerto Especial Mutantes S21

Pouco tempo antes, o ambiente da Alfândega preencheu-se por uma neblina nostálgica. Entrava em palco a banda portuguesa Mão Morta.

Com um espetáculo para a celebração do lançamento do álbum Mutantes S21, Adolfo Luxúria Canibal, o vocalista, disse “Não queremos nostalgia“. “Queremos o futuro“, acrescentou, entre movimentos descoordenados e danças excêntricas.

O facto de muitos dos presentes ainda não terem nascido à altura da edição do álbum, fez o vocalista voltar ainda mais no tempo, só “para modernizar a coisa”.

Duas promessas reconhecidas

Slow J foi o segundo a atuar no palco principal do North Music Festival. O músico de Setúbal entrou  a tocar guitarra elétrica, ao som de Arte, como já tem habituado os seus seguidores.

O artista, que apresenta um género diferenciado dos demais, não se pode categorizar apenas no Hip Hop. No novo álbum, The Art of Slowing Down, viaja por ritmos africanos e chega até a roçar o R&B.

Algumas músicas tocadas e o público estava conquistado. “Façam aquilo que gostam“, disse o artista, apelando a que os jovens talentos não desistam daquilo que os faz feliz.

Chegada a altura de  cantar a Serenata, Slow J desceu do palco para um momento mais intimista. Mais próximo dos fãs, o artista cantou o single, sentado numa coluna, e poucas foram as vezes que abriu os olhos, mergulhado na música.

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Antes do músico de Setúbal, passou pelo palco o grupo português First Breath After Coma. A banda de Leiria contava com uma plateia mais completa que no dia anterior, à hora da atuação de Da Chick. O Sol juntou-se à boa disposição e os festivaleiros receberam de braços abertos os músicos.

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