Integrado no Alkantara Festival e a decorrer no Teatro Nacional D. Maria II, Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos é a mais recente criação de Gustavo Ciríaco.

Esta “jornada rapsódica pelos territórios que fazem parte do teatro” estreia dia 29 de maio e estará em cena até dia 31 do mesmo mês.

Pensada como uma peça site-specific, Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos é um percurso itinerante pelo teatro. A peça promete ser como um passeio pelo espaço cénico, sociológico e arquitétónico que se relacionará com o “mundo que corre nas suas imediações“, segundo afirmado em comunicado.

Esta rapsódia será uma obra com várias versões, pois o objetivo passa por criar uma história sempre dependente da perceção do espetador. O Diretor de arte Gustavo Ciríaco pretende, assim, que a própria estrutura arquitetónica do teatro seja toda ela um palco, ou seja, que ela própria “manipule a realidade” e, no lugar em que o espetador se posicione, construa ela mesmo a visão, apreciação e imaginação do público.

Esta obra será uma peça em deambulação, visto que o próprio espetador entrará numa viagem pelos espaços e histórias que o teatro tem para lhe oferecer.

Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos foi inspirado nas esculturas relacionais dos minimalistas americanos que convocavam à interação. O espetáculo desloca-se, desta forma, pelo interior e exterior do teatro e será um tanto ou quanto provocador, pedindo a interação do público com os diversos elementos que conferem teatralidade ao espaço cénico.

Nesta jornada, que vai decorrer de terça a quinta, pelas 19h00, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, vais poder encontrar nomes como o de Ana Trincão, José Neves, Manuel CoelhoSara Inês Gigante, Sara Zita Correia e André Loubet.

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