Os Brockhampton, coletivo emergente de rap, anunciaram este domingo (27) a expulsão do membro Ameer Vann. A notícia, divulgada no Twitter do grupo, vem na sequência de Vann ter sido acusado por várias mulheres de abuso sexual e emocional.

No comunicado, a boy band confirma a rutura com Vann, pedindo “as mais sinceras desculpas às vítimas afetadas pelas ações” deste. Pode ler-se ainda: “Também fomos alvos destas mentiras e pedimos desculpa por não nos termos expressado mais cedo. Não toleramos qualquer tipo de abuso.

O grupo reconhece que a decisão “não é uma solução para o sofrimento [das vítimas], mas esperamos que seja um passo na direção certa“.Em consequência, é anunciado o cancelamento das datas restantes da digressão dos Brockhampton pelos EUA.

A controvérsia centrada em Vann

As alegações de que é alvo Vann datam do mês de maio, em publicações no Twitter. A utilizadora @GIGINOTHADID afirma que o rapper de 22 anos é “emocionalmente abusivo” e um “predador“, acusando-o de “degradar mulheres“, fazer avanços sexuais indesejados e manter uma relação sexual com uma menor. A estas acusações juntou-se o testemunho da cantora Rhett Rowan, ex-parceira de Vann, que, numa série de revelações, o carateriza como “manipulador“.

Vann subsequentemente negou as acusações. “Em resposta às alegações de abuso emocional e sexual, embora o meu comportamento tenha sido egoísta, infantil e cruel,” pode ler-se no seu Twitter, “nunca magoei alguém criminalmente ou desrespeitei os seus limites. Nunca tive relações com um menor ou violei o consentimento de alguém.

A reação de Kevin Abstract e o adiamento do novo álbum

Kevin Abstract, líder dos Brockhampton, abordou a situação em público pela primeira vez a 23 de maio; numa transmissão do Instagram, confirmou o adiamento de Puppy, o quarto álbum do grupo. Ainda assim, o primeiro single do projeto deverá ser editado no próximo mês de junho.

Não concordo com nada que o Ameer tenha confessado“, revelou. Abstract diz ter falado pessoalmente com o colega, que se encontra em tratamento. “É muito difícil lidar com problemas familiares publicamente. Entendo se estiverem agonizados com a situação, porque devia ter dito algo; não devia ter ficado em silêncio durante tanto tempo.”

Não me sentia confortável com ir em digressão sem mencionar isto,” comenta Abstract em relação à digressão cancelada neste domingo. “Sinto que [o nosso] espetáculo é aquele em que as pessoas se sentem integradas. Isto magoou-nos muito.