Fotografia: Andres Putting

Eurovisão 2018: Foram os “Big Five” e Portugal os mais bem vestidos?

A grande final da Eurovisão chegou e ao contrário de Tinet Rubira, não queria que chegasse sábado “… para acabarmos com esta tortura”. Acredito que a Eurovisão foi das melhores coisas que Portugal teve no presente ano e a prova disso foi o excelente trabalho efetuado por toda a equipa da RTP, em colaboração claro, com todas as delegações.

 

As quatro anfitriãs vestiram dois visuais, durante a grande final. Na primeira parte, Daniela Ruah, Sílvia Alberto, Catarina Furtado e Filomena Cautela, vestiram João Rôlo, Gio Rodrigues, Nuno Baltazar e Alves/Gonçalves, respetivamente. Na segunda parte, Daniela vestiu Alves/Gonçalves, Sílvia optou por Storytailors e Catarina e Filomena bisaram com os mesmos criadores da primeira entrada em palco.

Falando em looks, a final possivelmente trouxe os cantores mais bem vestidos do concurso. Analisaremos as roupas dos big five: Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido, e ainda de Portugal, país anfitrião e cujo acesso à final foi garantido no passado ano, com a vitória de Salvador Sobral em Kiev, com Amar pelos dois. Desta vez, optámos por fazer um top entre os 6 países que não analisamos anteriormente, na primeira e na segunda semifinal. Eis o nosso veredicto:

1# FRANÇA

Mercy foi o tema apresentado pelos franceses Émilie Satt e Jean-Karl Lucas e recolheu, para mim, o prémio de melhor look desta Eurovisão. Optaram, tal como muitos outros cantores, por coordenados integrais em preto, complementados com sapatilhas encarnadas. Émilie com um look que remete para os anos ’80, com os enchumaços nos ombros e o cinto a demarcar bem a cintura, em vinil. Jean-Karl optou por umas calças pretas, conjugadas com uma gola alta, o que é uma aposta segura e elegante, quando falamos de um homem. O casal francês recolhe assim os 12 pontos quando falamos de roupa, provando que tal como boas canções, os franceses fazem boa moda!

2# PORTUGAL

Isaura e Cláudia Pascoal optaram, tal como as quatro apresentadoras, por vestirem criadores nacionais. Ao contrário do que aconteceu na final do Festival da Canção, onde vestiram marcas internacionais, na Eurovisão os looks são assinados por Inês Torcato. A estratégia já havia sido testada na blue carpet, onde Cláudia Pascoal vestiu Rose Palhares, uma designer de moda angolana. Os visuais, escolhidos por Miguel Silva Veiga, também seguem a tendência de cores escuras, já vista e comentada nesta Eurovisão, e salienta-se o facto de as duas cantoras surgirem penteadas e maquilhadas de forma irrepreensível.

3# ESPANHA

Amaia Romero e Alfred García mudaram de agulha desde a seleção espanhola para o Eurovision Song Contest e refinaram a sua imagem. Amaia trocou o fato branco que vestiu quando Tú Canción foi escolhida pelos espanhóis e optou desta vez por um vestido longo aos losangos, com mangas transparentes. O seu par, Alfred, trocou o fato preto por um fato bordeaux com aplicações douradas na manga e a verdade é que apesar da tenra idade, o casal espanhol mostrou como dois jovens poderão apresentar-se de forma clássica sem descurar a modernidade pedida.

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4# REINO UNIDO

No segmento “vestidos de noiva”, apresentados nas duas semifinais, chega-nos a representante do Reino Unido. De forma mais contemporânea e, quiçá, não tão deselegante quanto as outras candidatas que se apresentaram de branco, SuRie traz-nos um vestido longo com uma parte de cima assimétrica e um cinto com detalhes metálicos, para dar mais alguma estrutura e linhas ao corpo da interprete britânica. De destacar o corte de cabelo da representante de terras de Sua Majestade, que não só lhe favorece a cara como também liga com a indumentária escolhida para esta final, que se viu comprometida com uma invasão de palco durante a actuação britânica.

5# ITÁLIA

Creio que com os representantes italianos sucedeu um pouco o mesmo que com a delegação de San Marino: um está 8 e o outro 80. O que na verdade é uma pena, dado o forte de Itália em moda masculina e acolhendo o país a Pitti Uomo, a mais importante semana de moda para este género, em Florença. Recordamos que no ano passado, Francesco Gabbani, ainda que de forma mais excêntrica, representou de forma muito mais coerente e consistente a moda italiana e defendeu o bom nome e reputação deste país.

6# ALEMANHA

Por fim, aquele que é considerado por todos como o Ed Sheeran alemão. Novamente verificamos a utilização de cores escuras, o que podemos afirmar que foi a escolha mais vista durante estes dias em Lisboa e um look muito simples. Despojado de formalidade, fato ou camisa, o interprete alemão surge em palco com uns jeans e sweat, focando a sua atuação apenas na canção e nas projeções que passavam atrás de si e não no visual que apresentava.

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