O escritor português António Lobo Antunes recebe este mês o Grande Prémio do Centenário da Reunificação da Roménia. Será o convidado de honra do Festival Internacional de Poesia de Bucareste, que se realiza de 14 a 20 de maio.

A realizar-se na Grande Biblioteca Universitária Carol I, a 9.ª edição do Festival Internacional de Poesia de Bucareste, organizado na capital romena para assinalar um século da reunificação da Roménia, distingue António Lobo Antunes com o galardão.

Na cerimónia, vão participar o ministro da Cultura e da Identidade Nacional, Ivascu George Vladimir, o presidente da câmara de Bucareste, Sorin Oprescu, o poeta e tradutor Dinu Flamand e o diretor do Museu Nacional de Literatura Romena, Ioan Cristescu.

Após a cerimónia de entrega do galardão e dos discursos, no mesmo cenário, o escritor debaterá com Dinu Flamand, em sessão aberta, sobre se «Ainda precisamos de literatura?».

No dia 15, é apresentada a edição romena do romance Sôbolos Rios Que Vão (2010), pela editora Humanitas.

Além de Lobo Antunes, Eugénia de Vasconcellos é a outra autora portuguesa convidada a participar no festival.

António Lobo Antunes

Foto: Wook

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O autor

António Lobo Antunes, de 75 anos, estreou-se em 1979, com Memória de Elefante. A obra conta já com 30 edições e desde cedo que é um sucesso literário.

António Lobo Antunes

Foto: VisualHunt

No espaço de dois anos, foram publicados Cus de Judas (1979), Conhecimento do Inferno (1980) e Explicação dos Pássaros (1981).

De Fado Alexandrino (1983) até Para Aquela Que Está Sentada no Escuro à Minha Espera (2016) e Até Que as Pedras Se Tornem Mais Leves Que a Água (2017), o autor tem um total de 27 livros publicados, aos quais se somam vários livros de crónicas e um livro para crianças, A História do hidroavião (1994).

António Lobo Antunes foi já distinguido com inúmeros prémios. Entre eles, o Prémio Camões (2007), o Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores, que recebeu por duas vezes (por Auto dos Danados e Exortação aos crocodilos, em 2010 e em 2017), o Prémio da União Latina (2003), pelo conjunto da obra, os prémios Juan Rulfo e Rosalía de Castro (2008),  entre outras distinções.

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