No Dia da Mãe, gostamos de mostrar às nossas figuras maternas o quanto gostamos delas. A secção de música do Espalha-Factos decidiu fazer a homenagem às mulheres das suas vidas com aquilo que conhece melhor: música. Quer fosse pelos assobios pela casa ou pelos discos que rodavam nas viagens de carro, muitos ainda guardam os artistas e bandas que elas ouviam. Assim, aqui ficam algumas daquelas músicas que, graças a elas, os redatores ainda hoje guardam nas suas playlists. Feliz Dia da Mãe a todas as mães e obrigado por nos encherem a vida de canções.

James

A minha mãe nasceu no início dos anos 70 e passou boa parte da década de 90 a ouvir os êxitos dos britânicos James. Entre os sucessos do grupo de Manchester estão as músicas Sit Down, Born of Frustration e Laid. As três estão entre os 20 singles da banda que atingiram o top 40 na Grã-Bretanha. Não chegámos a comprar nenhum álbum, mas temos um CD gravado, género “Best of” da banda. Muitas vezes, ouvimo-lo no carro e na aparelhagem lá de casa.

(André Nóbrega)

Joe Dassin

Desde pequeno que me lembro dos cantarolares da minha mãe que, na sua teimosia, ecoavam constantemente pelos cantos da casa. Sem (quase) nunca ter cedido aos seus gostos musicais, algumas das canções acabaram por ficar comigo. Cantava Quarteto 1111, assobiava Scorpions, cantarolava Tears For Fears… Com o tempo, apercebi-me que muito do que ela cantava vinha em francês. Entre Edith Piaf, Jacques Brel e outros, o que mais me intrigou foi a voz grave de Joe Dassin em músicas como Les Champs-Élysées ou Et si tu n’existais pas. A minha favorita sempre foi L’été Indien, um dos assobios mais constantes da minha mãe.

(Pedro Dinis Silva)

The Police

The Police foi uma banda que me entrou na vida desde muito cedo. A verdade é que me lembro muito pouco até aos meus seis anos, mas há memórias que nos confortam o resto da vida. Tinha os meus cinco anos quando ouvi esta banda pela primeira vez. Sim, apenas cinco anos e lembro-me bem da melodia do Every Breath You Take. Estava somente eu e a minha mãe, que era agora também o meu pai. Uns anos mais tarde lá descobri o nome da banda para poder ouvir The Police. Roxanne, Message in a Bottle eram músicas que ouvia, mas apenas Every Breath You Take significava muito para mim. Atualmente, essa música continua a ter o mesmo valor de sempre. Serve de lembrete, para quando não posso ouvir a voz de quem mais amo. Feliz Dia da Mãe, guerreira e doce Paulita.

(Jenifer Tang)

Maria Bethânia

Quando era pequena, os passeios de carro eram normalmente controlados pelo rock clássico do meu pai. Contudo, de vez em quando, lá tocava um dos discos brasileiros da mãe. Havia um carinho especial da parte dela para com a música da Maria Bethânia. Lembro-me de ser embalada nas viagens com a voz da minha minha mãe em “dueto” com a voz de Bethânia. O Grito de Alerta marcou muito a minha infância e, ainda hoje, vou-me lembrando dele e trauteando-o por aí. Em outubro, o meu irmão e eu tivemos o prazer de levar a nossa mãe a ver esta cantora que tanto lhe encheu a juventude pela primeira vez ao vivo. Se o concerto nos encantou aos três, a mim só me alegrou mais por poder ver o gosto da minha mãe a cantar todas as músicas com um sorriso nos lábios.

(Ana Rosário)

The Beatles

Ob-La-Di, Ob-La-Da la la la“, lembro-me eu bem de a minha mãe cantarolar. Acabei por descobrir através da série Life Goes On que se tratava de um dos temas dos icónicos The Beatles. Retirada do aclamado White Album, fez-me procurá-lo (provavelmente alguém mo gravou numa cassete). É uma das canções que me transporta à infância e que me pôs em contacto com os Fab Four. Obrigada mãe, por aquele “Ob-La-Di, Ob-La-Da” de embalo.

(Alexandra Correia Silva)