Cláudia Pascoal

Cláudia Pascoal: “Pensava que ia ficar super nervosa, mas senti-me em casa no palco da Eurovisão”

O dia chegou. Cláudia Pascoal e Isaura subiram ao palco da Eurovisão para o primeiro ensaio. No fim, uma multidão esperava-as para a conferência de imprensa e para as entrevistas. O Espalha-Factos conseguiu três minutos com as estrelas do momento. E roubou mais um e meio.

Mas vamos um bocadinho atrás. Quando o silêncio se instalou. Nos 165 segundos que levou O Jardim, a sala de imprensa calou-se. A canção anfitriã entrou em cena. Cláudia Pascoal em plano apertado. Espremeram-se muitos corações. O jornalista espanhol que analisava as canções em direto para o Eurovision Spain não resistiu à lágrima que quis espreitar.

No entanto, nada temamos. Em palco, a cantora estava “em casa“. “Foi incrível. Há semanas que me ando a preparar para este dia e finalmente pisar o palco e ver como tudo funciona“, revelou.

Cláudia Pascoal
Fotografia: Eurovision.tv

Um espetáculo do tamanho do mundo

O ambiente é super positivo. Deixaram-me super calma. Num certo sentido até foi diferente do que pensava, pensava que ia ‘bater’ que estou na Eurovisão, que ia ficar super nervosa, mas não. Foi tudo com muita calma“, assevera, para aquietar as almas mais inquietas.

Recebo mensagens de todos os países, mesmo América e Ásia. É inacreditável como todo o mundo está atento à Eurovisão“, conta Cláudia, que acha que este é um concurso que não tem nada a ver com competição.

E o facto de a música poder chegar tão longe entusiasma a dupla portuguesa. Isaura admite que, ao cantar em inglês, tem “sempre uma vontadezinha de ser compreendida noutros sítios também“, o que aconteceu. “De repente o público aumentou. Vejo fãs da Eurovisão a ouvir as minhas canções e isso é giro, é mesmo giro. E é giro ver como as fronteiras e os géneros se desfazem“.

A Eurovisão é uma grande família entre países para fazer o melhor espetáculo do mundo. E é isto. Toda a gente está concentrada nisto. Não existe competição, só existe um foco – fazer o melhor espetáculo possível“, completa Cláudia.

E desvalorizam tops, previsões, rankings e casas de apostas. “O importante não é isso. Até podíamos estar em primeiro nas casas das apostas e depois, se metermos água, isso deixa de fazer sentido. O que é importante é estarmos focadas em dar o melhor que conseguirmos para que a atuação deixe as pessoas orgulhosas. E se isso tiver consequências positivas como as pessoas votarem na nossa canção e subirmos na casa das apostas, melhor ainda. Mas não acho que deva ser isso que nos move“, refere Isaura.

 

A t-shirt da discórdia

Os fãs do Festival são dados à análise, ao pormenor, de tudo o que se passa em palco. “Aquela não é a t-shirt que ela vai levar, pois não?“, perguntou-se quando Isaura aparece em palco com t-shirt dos Nirvana.

Achei que era uma t-shirt que claramente daria a entender que é uma roupa de ensaio… e pensei que tinha graça vir para o palco da Eurovisão com uma t-shirt de uma banda que gosto tanto. Então no primeiro dia foi assim, foi uma coisa mais descontraída para vir também descontraída“, contou a compositora.

Isaura
Fotografia: Eurovision.tv

A roupa, para conhecer nos ensaios gerais, é desenhada pela criadora Inês Torcato. Acalmem-se os mais ansiosos. “A Inês conseguiu pensar no que eu e a Cláudia gostamos e naquilo que a canção pede, que é o mais importante… e conseguiu fazer uma roupa que nós achamos bonita, que faz sentido e que vai resultar na performance. Vamos ver se gostam. Nós esperamos que sim“, refere Isaura.

Portugal volta a ensaiar no domingo às 10 da manhã, já com a arena aberta aos olhares dos jornalistas. E o que se veste logo se vê. “Estamos concentradas a dar o nosso melhor e a fazer tudo direitinho. Não temos feito outra coisa para além disso“, promete Cláudia Pascoal.

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