Fotografia: Divulgação / HBO

Westworld 2×01: Fim violento para prazeres violentos

Em dezembro de 2016, poucos meses depois da estreia da primeira temporada, o Espalha-Factos anunciava-te oito motivos para te viciares em Westworld. A segunda demorou quase dois anos a chegar e estreia este domingo (22). O que é que vem aí, depois da revolta dos anfitriões?

No final da primeira temporada, assistimos à derrocada do parque e ao motim dos robots. No primeiro episódio da segunda temporada, o mundo de violência e abusos ao qual eram subjugados os anfitriões mudou de alvo. O mundo dá voltas.

Atenção: O texto que se segue contém revelações, ainda que mínimas, sobre o enredo da nova temporada.

Mergulho no caos

Dolores (Evan Rachel Wood) tem o brilho da vingança no olhar enquanto sonha dominar o mundo. Um mundo que não conhece. Maeve (Thandie Newton) fica-se por conquistas aparentemente mais comedidas, no entanto revela-se muito mais interessante e empática enquanto personagem. Surge autoconsciente e com um objetivo facilmente tangível: encontrar a filha que lhe inventaram, num mundo em que nada é verdadeiramente real.

Duas interpretações muito seguras. Uma plena de revolta, raiva e tensão acumulada, outra com sofisticada capacidade de controlo, mas igualmente  sedenta por resgatar aquilo que os humanos criadores – e ditadores – lhe tiraram. Mesmo que seja apenas uma narrativa ficcional, um loop.

A programação, os guiões pré-definidos tantas vezes repetidos transformaram-se em rotina. A rotina gerou hábito. Os hábitos geraram emoção, atrever-nos-íamos a dizer sentimentos. E quando a programação acaba, a subjugação também. E é sobre isto esta segunda temporada, a temporada dos anfitriões depois de terem passado por tanta coisa.

Nos primeiros 70 minutos da nova temporada, marchamos mais fundo no caos total. E a personificação desse caos é Bernard (Jeffrey Wright). A mais elevada criação da inteligência artificial, uma traição em si mesmo: o Anfitrião que os humanos julgam ser humano, o humano preso numa realidade de anfitrião. E perdido entre lapsos temporais.

Westworld Homem de Negro

Pouco revelado neste primeiro episódio foi o Homem de Negro (Ed Harris), que tem um novo desafio: A Porta. E o mesmo propósito de sempre: destruir tudo. Onde é que será que a nova espiral vai levá-lo? À exaustão?

O arranque desta temporada faz ainda uma facilmente identificável aproximação à realidade. Bernard apercebe-se que Delos, proprietária do Westworld, está a recolher ADN e dados dos clientes do parque… para fins desconhecidos. Todos sabemos o que aconteceu quando deixámos as redes sociais com dados e sem controlo. Agora é só aplicar isto à inteligência artificial e temos um cocktail explosivo. A explorar durante os próximos episódios.

Westworld

A vasta viagem

Westworld conquistou, depois da primeira temporada, dezenas de nomeações para vários prémios de televisão e tem um invejável rating de 91% no Rotten Tomatoes. “Com um nível de qualidade impressionante, que honra a sua fonte original [o filme Westworld, de 1973], a brilhantemente viciante Westworld consegue balancear drama inteligente e cativante com insanidade absoluta“, resume o agregador.

No arranque da segunda leva de episódios, a grandiosidade continua a perpassar toda a série. No enredo, que continua a ser um labirinto bem articulado, nos cenários, uma imensidão visual que nos mantém em viagem, nas interpretações densas e irrepreensíveis.

A estreia, este domingo de madrugada (22) na TV Séries, abre a porta a uma temporada de ação. E, quando Dolores pergunta a Bernard o que é real, é natural que mesmo deste lado nos sobrem mais dúvidas do que certezas.

Vê também: O trailer da segunda temporada de ‘Westworld’

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