A invenção, no século XV, da prensa móvel por Johannes Gutenberg foi especialmente frutífera para a literatura, que viu nascer um vasto e variado leque de obras de ficção. No meio do frenesim, as histórias boémias popularizaram-se de tal forma que se tornaram intemporais. A propósito do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, que se celebra anualmente a 23 de abril, o Espalha-Factos percorreu o mercado editorial e recolheu alguns dos livros mais vendidos de todos os tempos.

Edmond Dantès, o audacioso marinheiro oitocentista, ou Robert Langdon, o brilhante professor moderno, são algumas das personagens que conquistaram os leitores e se revelaram um sucesso de vendas desde o momento em que foram apresentadas ao mundo.

Confere abaixo a lista com sete livros de ficção com maior número de exemplares vendidos.

Dom Quixote de La Mancha, Miguel de Cervantes

Originalmente composto por dois volumes, publicados em 1605 e 1610, Dom Quixote de La Mancha não só revolucionou a literatura de cavalaria em voga nos séculos XVI e XVII, como também se tornou um dos livros mais vendidos de sempre. Estima-se que a história do Cavaleiro da Triste Figura e do seu escudeiro Sancho Pança, traduzida para mais de 140 idiomas, tenha vendido entre 500 e 600 milhões de exemplares em todo o mundo.

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Primeira edição de ‘Dom Quixote’, em espanhol | Foto: Wikimedia

O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas

O Conde de Monte Cristo, o segundo livro mais conhecido de Alexandre Dumas, foi inicialmente publicado como folhetim de 1844 a 1846. O livro narra a história do jovem capitão da marinha mercante Edmond Dantès, que depois de condenado injustamente à prisão, consegue escapar e empreende um plano de vingança implacável. Aplaudida pela crítica, a obra, com cerca de 200 milhões de exemplares vendidos, continua a conquistar os leitores.

Um Conto de Duas Cidades, Charles Dickens

Publicado pela primeira vez em 1859, Um Conto de Duas Cidades, do romancista britânico Charles Dickens, é considerado uma pintura viva da Revolução Francesa. O enredo, repleto de personagens de todas as classes sociais, abarca o período entre 1775 e 1793 e constitui um retrato daquela época em Londres e em Paris. O número de exemplares vendidos ronda os 200 milhões.

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O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry

Desde a sua publicação em 1943, a fábula sobre o amor e a solidão de Antoine de Saint-Exupéry continua a deliciar miúdos e graúdos. Com mais de 140 milhões de exemplares vendidos, O Principezinho conta a história de um piloto que se despenha no deserto e conhece um jovem príncipe que o leva numa viagem de descoberta interplanetária. Escrito originalmente em francês, foi traduzido para 300 idiomas, tornando-se um dos livros mais traduzidos de sempre.

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Capa da mais recente tradução de Rui Santana Brito e Manuel S. Fonseca | Foto: Guerra e Paz

Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling

A aclamada saga sobre o feiticeiro de Hogwarts criada por J.K. Rowling foi considerada o fenómeno editorial de 1997, data de publicação de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Assim que publicado, o primeiro volume foi um sucesso quase instantâneo e soma cerca de 110 milhões de exemplares vendidos até ao momento.

O Hobbit, J.R.R. Tolkien

O emblemático Bilbo Baggins, o protagonista de O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, já ultrapassou os 80 anos de vida nas páginas do livro, mas continua a ser um dos preferidos dos leitores. A primeira edição, em setembro de 1937, contava com 1500 exemplares, que acabariam por esgotar no período de três meses. Atualmente, a história das aventuras de um grupo de anões supera os 100 milhões de exemplares vendidos desde que a obra foi lançada.

O Código da Vinci, Dan Brown

Quem não conhece o conceituado professor de simbologia da Universidade de Harvard, Robert Langdon? O protagonista dos livros de Dan Brown foi apresentado ao mundo em 2003, com a publicação de O Código da Vinci, que em apenas 15 anos atingiu 80 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

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