Chegou o Dia Mundial do Livro e o Espalha-Factos não podia deixar de te recomendar algumas leituras que fizeram parte dos grandes lançamentos deste mês.

José Saramago, a ativista Hyeonseo Lee, Joana Amaral Dias, Pedro Mexia, José Jorge Letria e não só. São muitas as sugestões para que festejes a literatura da melhor forma possível!

O Caderno, José Saramago

José Saramago criou um blogue em 2008. Nele escrevia regularmente sobre atualidade, política internacional, literatura, mas também sobre outros assuntos “menos sérios”, como referiu numa entrevista ao Público, e que permitiam aproximar a distância entre ele e os seus leitores.

Cada post demorava uma hora, hora e meia, a ser escrito e os seguidores eram aos milhares. Agora, O Caderno, que a Porto Editora publicou a 12 de Abril, reúne o conjunto de textos diários publicados nesse blogue, entre 2008 e 2009.

Dia Mundial do Livro

Foto: Porto Editora

A Mulher com Sete Nomes, Hyeonseo Lee

Depois do Summit da National Geographic, que decorreu dias 11 e 12 de abril, em Lisboa, não poderíamos deixar de referir o livro A Mulher com Sete Nomes.

Refugiada da Coreia do Norte, Hyeonseo Lee, de 38 anos, relata na primeira pessoa, a fuga de um dos regimes mais rigorosos do mundo durante a sua adolescência, completamente solitária e vulnerável, para chegar à China e lutar por um novo futuro.

Doze anos mais tarde, regressou à fronteira da Coreia do Norte, com a missão de resgatar a sua mãe e o seu irmão para a Coreia do Sul, numa jornada árdua, difícil e perigosa.

Dia Mundial do Livro

Foto: Wook

Lá ForaPedro Mexia

A nova obra de Pedro Mexia, é composta por crónicas melancólicas e é dedicada à descrição de lugares, tanto físicos como mentais, nunca esquecidos pelo autor.

Dia Mundial do Livro

Foto: Wook

Também há abutres a planar no paraíso, Carlos Nuno Granja

Da editora Livros de Ontem surge o livro de poesia Também há abutres a planar no paraíso, de Carlos Nuno Granja. 

Uma obra que conta com crowdfunding, soma atualmente 20 apoiantes e 900 euros angariados.

“Quanto mais escrevemos, gesto puro de solidão e egoísmo, mais vezes atingimos a profundeza do ser. E pensamos, sempre, no que somos e fomos, no que estamos para ser. […] No fundo, o que somos, o que cada um é, um projeto de cinza, um quarto compacto, um vazio, um final que nos avisa, aproveitasses enquanto era tempo. Agora, o infinito deixou de ter resposta.”

Dia Mundial do Livro

Foto: Livros de Ontem

Sonhos Públicos, Joana Amaral Dias

Porque é que zombies e vampiros são um fenómeno do cinema do século XXI, tanto quanto os filmes apocalípticos ou a pornografia? Porque é que gostamos de terror e melodramas se, na ‘vida real’, evitamos medo e sofrimento? Como é que o cinema lida com o politicamente correto, o consumismo, a influência dos mass media? O que é que esta arte diz sobre o nosso inconsciente colectivo?

Estas são algumas das perguntas que a psicóloga Joana Amaral Dias quis responder no livro Sonhos Públicos, O Imaginário Colectivo em 100 Filmes do Século XXI.

Dia Mundial do Livro

Foto: Wook

Um Diário Russo, John Steinbeck

A Livros do Brasil lançou Um Diário Russo, de John Steinbeck, com fotografias de Robert Capa, um clássico da reportagem jornalística até agora inédito em Portugal.

Publicado originalmente em 1948, a obra reúne os relatos e as fotografias da jornada que John Steinbeck e Robert Capa fizeram pela União Soviética do pós-Segunda Guerra Mundial, que os levou a Moscovo e Estalinegrado – hoje Volgogrado – e aos campos da Ucrânia e do Cáucaso.

Combinando a paixão, o humor e atenção ao detalhe de Steinbeck, com os magníficos estudos fotográficos de Capa, este é um retrato único da Rússia e do seu povo quando emergiam da devastação da guerra.

Dia Mundial do Livro

Foto: Wook

O herdeiro, Fernando P. Fernandes

Depois de relatar as aventuras e desventuras de Onório, o poeta bêbado, Fernando P. Fernandes revela agora a história do filho do poeta em O herdeiro.

O seu segundo livro, publicado pela Coolbooks, já está disponível em formato físico e digital. O herdeiro apresenta uma divertida caricatura do Minho, das suas gentes e de tantos portugueses que deixaram as suas aldeias rumo às maiores cidades do país, em busca de uma vida próspera e cosmopolita.

Dia Mundial do Livro

Foto: Coolbooks

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A Cidade dos Aflitos, Luís Pedro Cabral

Entre a realidade e a ficção, A Cidade dos Aflitos é um romance sobre um dos maiores flagelos da humanidade – o cancro. Durante um ano, Luís Pedro Cabral deambulou pelo coração do IPO, Instituto Português de Oncologia, para escrever esta história.

As histórias das pessoas do IPO entrecruzam-se com a história familiar do autor. Estas são as vidas de personagens reais, de carne e osso, saídas de um sítio em que ninguém quer entrar, mas onde, apesar de tudo, a esperança ainda existe.

Um carteirista que já só pensa em se reformar, um luthier cujos violinos encantaram plateias em todo o mundo, um forcado a enfrentar agora a mais vil besta, uma menina obrigada a crescer, uma mulher indomável e um médico perdido. Que têm em comum? O cancro.

Dia Mundial do Livro

Foto: Guerra e Paz

Duas ou Três Coisas Sobre MimJudite Sousa

O novo livro da jornalista Judite Sousa, Duas ou Três Coisas Sobre Mim, chega aos leitores portugueses a 27 de abril, editado pela Oficina do Livro. A obra, composta por 30 crónicas, transporta-nos para os cenários de guerra onde esteve, leva-nos aos bastidores das reportagens que realizou em mais de três décadas de carreira, recordando as pessoas mais importantes na sua vida, dentro e fora do ecrã.

No novo livro, Judite faz uma viagem ao passado. Descobrimos como era a menina que partiu para o Oriente com apenas 19 anos e como é hoje uma das mulheres mais influentes de Portugal. A jornalista partilha agora alguns segredos e revela num relato intimista a mulher em que se tornou.

O evento de lançamento está agendado para 3 de maio, na Livraria LeYa na Buchholz, em Lisboa, e terá apresentação de Sérgio Figueiredo, diretor de informação da TVI.

Dia Mundial do Livro

Foto: Wook

Um Homem Poderoso, Joanna Shupe

Um Homem Poderoso é a história de Calvin Cabot, escrita pela autora Joanna Shupe. Um homem que nasceu na pobreza e que graças à sua determinação se transformou num empresário de sucesso, dono de três dos jornais mais lidos nos EUA.

Contudo, o irmão de Lilian, Tom, foi raptado e só há uma pessoa que a pode ajudar a encontrá-lo. Trata-se da única pessoa que ela jurou nunca mais ver na vida: o seu ex-marido Calvin Cabot. Numa escaldante aventura que percorre as ruas de Nova Iorque e os meandros da máfia chinesa, fica a dúvida se conseguirão resgatar Tom e confiar um no outro.

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Foto: Leya

Heróis do ArJaime Martins

Num tributo a todos os portugueses que combateram na Grande Guerra e aos pioneiros da aviação portuguesa, Jaime Martins apresentou este mês a sua mais recente obra. Heróis do Ar é passada no início do séc. XX e conta a história de Artur Rebelo, um jovem natural da Marinha Grande que se apaixonou pelos assuntos do ar.

Artur e os seus companheiros pilotos portugueses serão chamados a combater nos céus de França, numa Guerra que trouxe grandes amarguras aos povos. De uma forma implícita está um  convite à reflexão sobre o papel da Carbonária, da Maçonaria e da Igreja numa época tão conturbada da nossa História.

Passados 100 anos sobre a batalha de La Lys, esta obra assume-se como um tributo a todos os portugueses que tombaram na Grande Guerra, um tributo aos pioneiros da aviação militar portuguesa e uma homenagem ao único soldado português fuzilado em França,  cuja memória foi timidamente reabilitada em setembro de 2017.

Dia Mundial do Livro

Foto: Wook

No limite da Dor, Ana Aranha e Carlos Ademar

Com o Dia da Liberdade a realizar-se já esta quarta-feira, dia 25 de abril, não podíamos deixar de assinalar a data sem te recomendar algumas leituras sobre a Revolução dos Cravos comemorada neste dia.

No limite da Dor é um livro de Ana Aranha e Carlos Ademar que abrange diversas memórias de um passado intenso, doloroso e ditatorial. Esta obra contém vários testemunhos de antigos presos políticos, os quais, 40 anos depois, falam da sua passagem pelas prisões do Estado Novo.

Baseado no programa homónimo da Antena 1No Limite da Dor é um tributo à coragem de todos os lutadores que passaram muitos dias e muitas noites sem dormir, humilhados e torturados, vítimas das polícias de Salazar e Marcelo Caetano. O livro pode ser relevante para quem quer conhecer melhor uma página negra do passado recente de Portugal.

Dia Mundial do Livro

Foto: Wook

A Volta ao Medo em Oitenta Dias, José Jorge Letria

Nascido num Portugal marcado pelo medo, um homem vive intensamente os conflitos e as utopias do seu tempo. Com um misto de reserva e inquietação, revisita todas as situações que, antes e depois do 25 de abril, na ditadura e na democracia, na guerra e na paz, o fizeram pronunciar a palavra medo’. O herói deste livro é um homem que tem de vencer uma maldição – é o homem português.

A Volta ao Medo em Oitenta Dias, um romance de José Jorge Letria em torno do medo que é também uma história de amor. Fragmento da nossa memória colectiva e dos sonhos que ficaram por cumprir, é, acima de tudo, um hino de amor a Portugal, à vida e às mulheres que representaram os afectos mais perenes de um percurso longo e tantas vezes doloroso.

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Foto: Guerra e Paz

Tatuagens da Guerra da GuinéLuís Riquito

O capitão Luís Riquito relata no livro Tatuagens da Guerra da Guiné os episódios vividos, em 1965 e 1966, pela Companhia de Caçadores n.º 816, que comandou, na Guiné, na região do Oio: em Bissorã, no Olossato e em Mansoa.

Este é um relato minucioso, vivido e responsável, de quem fez a guerra tendo sempre presente o mais nobre dos propósitos, o desejo da paz e a defesa das populações indefesas. Luís Riquito dá protagonismo aos seus soldados, às populações e a todos os que combateram, incluindo aos inimigos.

Dia Mundial do Livro

Foto: Guerra e Paz

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