Para o final do ano, espera-se uma autobiografia de Prince. O músico já tinha escrito 50 páginas antes do seu trágico falecimento, em abril de 2016.

A autobiografia é entitulada de The Beautiful One. A obra era esperada para inícios de 2017, mas com a súbita morte do cantor, nunca mais se falou do assunto.

Numa entrevista para a VarietyEsther Newberg, a sua agente literária, confirmou que o livro sairia este ano, por volta da época natalícia. Acrescentou que, para além das 50 páginas escritas pelo músico, talvez pudessem adicionar reproduções das notas escritas pelo mesmo.

A obra de Prince foi descrita, pela editora Spiegel & Grau, como “inconvencional”. A editora ainda afirmou que o livro era “uma poética jornada pela vida e trabalho criativo de Prince”. Igualmente, é possível encontrar-se no livro a descrição do cantor de “pessoas, sítios e ideias que iluminaram a sua imaginação”, bem como a inspiração nas suas mais clássicas canções.

O “prince” do Pop

Nascido a 7 de julho de 1958, em Minneapolis, Estados Unidos, Prince Rogers Nelson foi uma das figuras mais marcantes do mundo da música.

Filho de pais músicos, Prince lançou o seu primeiro álbum, For You, em 1978, apenas com 20 anos. O seu caminho como músico começou e viria em breve a explodir, com o lançamento, em 1984, de Purple Rain. O seu mais célebre disco, Purple Rain vendeu mais de 21 milhões de cópias. Foi a obra que catapultou Prince como um dos mais ouvidos cantores nos anos 80.

O norte-americano voltou a ganhar grande reputação no nascer do novo século, após alguns anos “escondido”. Foi maioritariamente devido à sua apresentação na cerimónia dos Grammys, em 2004, juntamente com Beyoncé. Nesse mesmo ano, lança o disco Musicology, que ficou no topo das tabelas em cinco países.

Outro grande momento do cantor, e que será referenciado com relevo na obra, foi a sua legendária atuação no intervalo do Super Bowl, em 2007.

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Foi no dia 21 de abril de 2016, que Prince, com 57 anos, foi encontrado inanimado na sua mansão em Minneapolis. Quando os médicos chegaram ao local, já estava morto, devido a uma overdose de fentanil, um medicamento para as dores.

A sua morte causou sofrimento por todo o mundo e foram vários os artistas que prestaram homenagem ao músico. Entre eles, Stevie Wonder, Elton John, Paul McCartney, Mick Jagger, Madonna e Lenny Kravitz. 

Ainda hoje, o génio de Prince espalha-se por toda a parte. É um dos poucos artistas que se consegue transmitir de geração em geração. Imortalizou canções como Purple Rain e Kiss que ainda são tão ouvidas como eram nos anos 80.