A 11 dias de Dirty Computer, Janelle Monáe continua a estrear faixas do aguardado novo álbum. A quarta e mais recente prévia é I Like That, lançada sem anúncio nas plataformas digitais.

A faixa de três minutos e 20 segundos põe Monáe à prova em canto e rap. São estes os dois estilos que tem evidenciado no material conhecido de Dirty Computer. O novo registo é editado a 27 de abril pela Bad Boy Records. Como noticiado anteriormente, será um disco visual, inclusivo de um filme publicitado como uma “emotion picture“.

Por detrás do cor de rosa

Na passada quinta (12), a artista desvendou Pynk, colaboração com Grimes, como terceiro single do álbum. Em simultâneo, lançou um vídeo co-protagonizado por Tessa Thompson, tingido do tom sugerido: o cor-de-rosa. Conforme dito pela artista, a cor exprime uma mensagem feminista e sexual, como traduzido por alguns dos elementos mais notáveis do teledisco.

Um destes corresponde às calças vestidas por Monáe (e donde a cabeça de Thompson emerge) e as dançarinas que a rodeiam. A Dazed descreve-as como “vagina pants“. Como o designer Duran Lantink confidenciou à revista, as orientações que recebeu para confecionar a indumentária não passaram disso.

“A diretora, Emma Westenberg, ligou-me e pediu-me para propor sete fatos, para a Janelle Monáe e as dançarinas, que requeriam um aspeto vaginal”, afirma Lantink. “A Janelle também queria ver os esboços, então dispus de 24 horas para conceber a ideia. Procurei no Google por vaginas e comecei a desenhar, foi fantástico.”

O material que constitui as calças é algodão elástico, enquanto “a parte interna da vagina é de seda plissada.” No caso de Monáe, a dimensão excessiva das calças resultou do desconhecimento do seu tamanho: “Obviamente, adivinhamos mal…”

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As duas primeiras canções ouvidas, também acompanhadas de vídeoclipes, foram editadas em fevereiro: Make Me Feel e Django Jane. A primeira faixa, de groove fornecido pelo desaparecido Prince, é um exercício de funk sintético. A segunda, de rap puro, afigurou-se novo terreno para Monáe.