O Teatro Municipal Joaquim Benite recebe a Companhia de Teatro de Almada com a peça Morte de um caixeiro-viajante, de Arthur Miller.

Com encenação de Carlos Pimenta, o espetáculo estará em cena até 6 de maio, de quinta a sábado às 21h30, e às quartas e domingos às 16h.

O protagonista Willy Loman, interpretado por Ivo Alexandre, é confrontado com uma situação de desemprego que anula o homem e o transforma num mero número, numa sociedade que não tolera falhas.

«O drama social e familiar por que passa Willy Loman não é culpa da sua bizarria, excentricidade ou incompetência. É fruto daquilo a que se chamam “efeitos colaterais”». A ação passa-se na América dos anos 40 do século XX, mas a história é intemporal e universal.

CTA - Companhia de Teatro de Almada

Foto: divulgação

Ao longo de 2h30 podemos espreitar a vida de Loman, da sua família e das pessoas que com ele se relacionam. É provável que surjam momentos de identificação do espetador com o personagem, dotado da densidade psicológica que só os grandes dramaturgos sabem transmitir.

De cenário simples, uma mesa com seis cadeiras, um sofá e uma mesa pequena de apoio, a projeção de imagens no fundo do palco e das laterais, compõem a cenografia.

Arthur Miller (1915-2005) foi autor de peças de teatro, romances e de um argumento cinematográfico, e vencedor de vários prémios, incluindo um Pulitzer.

Morte de um caixeiro viajante é a terceira peça que Carlos Pimenta encena para a Companhia de Teatro de Almada (CTA), depois de Variações à beira de um lago, de David Mamet (2008), e de Dois homens, de José Maria Vieira Mendes (2009).

Intérpretes Beatriz Godinho, Diogo Branco, Diogo Freitas, Ivo Alexandre, João Farraia, João Tempera, Lígia Roque, Luís Gaspar, Pedro Walter, Sofia Marques e Tiago Sarmento
Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho
Cenografia Carlos Pimenta e João Pedro Fonseca
Figurinos José António Tenente
Vídeo João Pedro Fonseca
Desenho de luz Rui Monteiro

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