Seguindo o exemplo de outras plataformas, o Twitter redesenhou o seu emoji de pistola para uma inofensiva pistola de água. Esta alteração faz parte da versão 2.6 dos seus Tweemoji, o conjunto de ícones visível para quem usa a rede social através do site ou da aplicação TweetDeck.

As aplicações oficiais em iOS e Android recorrem aos emojis de sistema de cada dispositivo.

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A Apple alterou o seu emoji de pistola de forma semelhante com o lançamento do iOS 10 em 2016. Ao mesmo tempo, a empresa abateu (no pun intended) o emoji de espingarda que estava prestes a ser introduzido.

Emoji de pistola no iOS 9.3 (revólver) e no iOS 10 (pistola de água)

Imagem: Emojipedia

Na altura, esta mudança foi bastante mal recebida, sendo vista como uma forma de censura e correção política excessiva.

Outro argumento contra a mudança afirmou que esta criava um problema de comunicação. Isto porque a mesma mensagem pode ser interpretada de formas radicalmente diferentes dependendo do dispositivo onde que é recebida.

Um passo para a convergência

Como foi referido, foi este problema de inconsistência entre plataformas que levou o Twitter a redesenhar o ícone.

Depois da Apple, a Samsung e WhatsApp, que também usam ícones proprietários, alteraram a sua “arma” para representar uma pistola de água.

O Unicode Consortium (grupo responsável pela codificação universal de caracteres e, desde 2010, de emojis) já impõe regras quanto à representação dos símbolos para garantir que os diferentes desenhos não se desviam do significado original.

Vale a pena referir que a Google, Facebook e Microsoft ainda usam o desenho de um revólver tradicional nos seus conjuntos, mas é provável que também sigam a corrente para evitar situações como esta:

Emoji de pistola em diferentes plataformas

Imagem: Emojipedia

Uma nova linguagem

O fenómeno dos emoji levou a que muitos dos símbolos mais populares ganhassem conotações para além daquilo que representam literalmente, normalmente para transmitir ideias mais complexas ou metafóricas.

Tal como acontece com as palavras, estes significados alternativos variam radicalmente também entre culturas e subgrupos, levando a falhas de comunicação mesmo quando o símbolo é igual.

Enquanto que a Apple foi criticada por ir contra a convenção, o Twitter e outras plataformas viram-se obrigadas a seguir exemplo para que o carater fosse consistente entre utilizadores.

Achas que a mudança é apropriada? Ou que apenas vem censurar esta forma de comunicação cada vez mais dominante?