Todos os meses, vários fabricantes de smartphones disponibilizam atualizações de segurança para os seus equipamentos. Uma equipa de investigadores descobriu que algumas destas empresas disponibilizam updates que na realidade não corrigem o que dizem corrigir.

Esta conclusão é o resultado de um estudo de dois anos conduzido no Security Research Lab (SRL), na Alemanha. Durante este período, a equipa analisou as atualizações mensais de vários fabricantes, num total de 1200 equipamentos, e verificou que nem todas as correções para falhas de segurança relevantes eram incluídas nestes updates mensais.

Lê também: Samsung supera Intel e já é a maior fabricante de circuitos no mundo

Enquanto na maioria das situações apenas não eram incluídas algumas correções para o Android, nalguns casos (raros, destacam os investigadores), a informação sobre a data do patch era a única coisa que era alterada nas atualizações mensais. Isto significa que alguns equipamentos, apesar de receberem atualizações do fabricante, na verdade não estão atualizados, contrariamente ao que é alegado.

Na lista dos maiores fabricantes de smartphones Android, a Google, Sony e Samsung foram as que melhores resultados tiveram, com a falta de até uma correção de segurança nas atualizações mensais durante o período do estudo. No lado oposto, a TCL e a ZTE tiveram a pior nota com, em média, a não inclusão de quatro ou mais correções nos updates.

Os dados vão ser apresentados hoje (17) na conferência de cibersegurança Hack in the Box, que decorre em Amesterdão.