O Twitter já eliminou mais de 1.2 milhões de contas por promoverem terrorismo, segundo o mais recente Twitter Transparency Report.

Foram eliminadas 1,210,357 contas com conteúdo terrorista entre agosto de 2015 e dezembro de 2017, de acordo com o relatório publicado na quinta-feira (5). No último semestre de 2017, foram encerradas 274,460 contas por infrações relacionadas com a promoção de terrorismo. Verificou-se um decréscimo de 8,4% no número de contas encerradas por esta razão em comparação com o primeiro semestre de 2017.

Destes 274,460 casos, 93% foram sinalizados por ferramentas internas, ou seja, foi o próprio Twitter a identificar o problema. Apenas 0.2% de todas as suspensões provieram de relatórios governamentais. Isto representa uma redução de 50% no número de contas denunciadas, em comparação com o semestre anterior.

A diminuição no número de contas encerradas por motivos relacionados com o terrorismo registou-se pela segunda vez consecutiva.

“Continuamos a ver o impacto positivo e significante de anos de trabalho árduo para tornar o nosso site um lugar indesejável para aqueles que procuram promover terrorismo, resultando no afastamento cada vez maior deste tipo de atividade do Twitter”, lê-se no relatório.

Twitter não é a única empresa contra o terrorismo

Em 2016, Facebook, Microsoft, Twitter e Youtube formaram o Global Internet Forum to Counter Terrorism. O objetivo deste fórum é tornar os serviços destas grandes empresas hostis a terroristas e extremistas violentos.

Acreditamos que ao trabalharmos em conjunto, partilhando os melhores elementos tecnológicos e operacionais dos nossos esforços individuais, podemos ter um maior impacto na ameaça do conteúdo terrorista online”, pode ler-se no comunicado do ano passado.

As empresas têm combatido a promoção de terrorismo ao eliminarem propaganda terrorista e imagens violentas das suas plataformas. Outro dos objetivos do fórum é o armazenamento de informação para reconhecer conteúdo publicado repetidamente e eliminá-lo.

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