As Pussy Riot irão estrear-se em concertos em solo nacional. Depois do lançamento da nova música, Elections, no dia das eleições presidenciais russas, em março, o grupo de punk político é a mais recente confirmação no festival Paredes de Coura.

Fundado por Nadya Tolokonnikova em 2011, o fluxo de músicos e artistas chegou a contar com 11 activistas nos seus protestos. O grupo é conhecido pelas apresentações provocadoras, e não autorizadas, em locais públicos, como forma de promover a igualdade de género e os direitos LGBT.

Relação com as autoridades policiais

No entanto, as Pussy Riot são também conhecidas pelas mensagens de oposição às políticas do presidente russo, Vladimir Putin. Alguns desses protestos valeram-lhes uma série de condenações: Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova cumpriram pena de 21 meses de prisão após uma apresentação em 2012.

A primeira foi detida em agosto do ano passado na cidade siberiana de Yakutsk, depois de um protesto contra a prisão do cineasta ucraniano Oleg Sentsov; Já em 2018, dois membros desapareceram na Crimeia e reapareceram depois de interrogados pelas autoridades.

Seis anos depois das primeiras condenações, a banda russa mantêm o seu registo provocador contra o regime de Putin e expandiu a sua mensagem até aos Estados Unidos da América.

Em 2016, disponibilizaram o EP XXXque inclui o tema Make America Great Again, em referência ao slogan da campanha presidencial de Donald Trump, na altura candidato à Casa Branca.

Para além das Pussy Riot, a 26.ª edição do Vodafone Paredes de Coura leva à Praia Fluvial os já confirmados Arcade Fire, Fleet Foxes, Skepta, King Gizzard & The Lizard Wizard, Slowdive, Surma e The Legendary Tigerman entre outros.

Björk chegou a estar confirmada no festival, mas acabou por cancelar a sua presença