A longa-metragem Terra Franca, de Leonor Teles, foi premiada neste fim-de-semana com o Prix International de la Scam, no Festival Cinéma du Réel, em Paris.

O documentário foi distinguido na atribuição dos prémios da 40.ª edição do Festival Internacional de Cinema Documental, na secção Competição Internacional. Na disputa deste prémio, encontravam-se onze filmes.

Terra Franca aborda a vida do pescador Albertino Lobo e da sua família. O filme vai estar presente em abril no Festival Internacional de Documentário de Tui – Play-Doc e em maio na ACID Trip, uma das secções paralelas do Festival de Cinema de Cannes.

Em declarações à Agência Lusa, a realizadora esclarece que Terra Franca não é apenas um retrato do pescador Albertino Lobo, mas “mais do que isso é também o retrato de uma família e de uma família bastante portuguesa”.

O documentário foi destacado no jornal francês Libération, que o traça como “um vasto filme de família lírico e geracional, que se torna cada vez mais narrativo e empolgante”.

Na sequência desta vitória, a cineasta afirmou que “um prémio destes é sempre importante também para dar continuidade à vida do filme, especialmente em Portugal”. Isto porque, “parece que, quando uma coisa é falada internacionalmente, acaba também por ter mais peso em casa”.

Terra Franca foi a primeira longa-metragem realizada por Leonor Teles, que em 2016 venceu o Urso de Ouro para Melhor Curta-Metragem com Balada de um Batráquio.