No mesmo dia em que os subscritores da plataforma de streaming aguardam pela estreia da segunda temporada de La Casa de Papel, 6 de abril, chega à Netflix uma nova série, Tróia: A Queda de Uma Cidade.

A história, produzida em conjunto com a BBC One, estreou em fevereiro para os espectadores britânicos e tem distribuição internacional através da empresa norte-americana.

É descrita como “uma história épica de amor e guerra, intriga e traição“. É uma nova versão dos factos sobre o amor entre Helena (Bella Dayne) e Paris (Louis Hunter) que acabou por colocar as famílias dos dois em disputa e eclodir na Guerra de Tróia.

O olhar do cerco ‘do interior da cidade

Esta série, de oito episódios, explica de forma detalhada os acontecimentos que levaram ao cerco da cidade, que haveria de durar dez anos. Contada da perspetiva da família real troiana, no coração do cerco, tem o mesmo criador de um dos mais recentes sucessos da televisão britânica, a adaptação televisiva de The Night Manager.

David Farr mostrou-se muito satisfeito com o produto final, em declarações ao Sun: “Estou deliciado que tenhamos conseguido juntar um elenco de tão alta qualidade, misturando algumas caras novas com atores experientes que admiro e com quem desejava trabalhar há muito tempo“.

Eu quis contar o outro lado da história, porque conhecemos tão bem a versão grega – que tem sido muito bem contada por Homero, pelas tragédias gregas e pelos filmes“, explicou o argumentista.

Farr defende ainda que existe, na história, um paralelo com os tempos atuais: “Se olhares para a história do lado dos troianos, esta passa a ser uma lenda muito diferente. Os gregos são uma força ocidental, numa costa oriental, a exigir justiça e desforra, e eu acho que isso vai criar identificação de forma particularmente forte com a audiência. Todos podemos pensar em imagens deste século que nos podem recordar acerca da queda de Tróia“.

Produção europeia continua a ser prioritária para a Netflix

A Netflix anunciou, em 2017, ter investido quase 1,5 milhões de euros em produções europeias. O valor corresponde a direitos de exibição, conteúdos originais e co-produções, como é o caso de Tróia: A Queda de Uma Cidade.

Neste momento, de acordo com a Variety, a plataforma de streaming tem mais de 90 produções em desenvolvimento no Velho Continente. Reed Hastings, CEO da empresa, sublinhou que o conteúdo europeu já foi visto por mais de “93 milhões de subscritores Netflix em todo o mundo” e defendeu que a marca está a fazer “a arte bem-sucedida em todo o mundo“.

Entre as próximas apostas da plataforma estão a primeira série polaca, intitulada 1983, acerca da Guerra Fria, o original filipino Amo, e ainda a dinamarquesa The Rain.