Quem é que disse que já não consegue ouvir Toxic de Britney Spears? A noite desta quinta-feira (29) em Lisboa, no Coliseu dos Recreios, serviu para provar totalmente o contrário.

Postmodern Jukebox, um grupo formado por Scott Bradlee em 2011, esteve presente na capital numa primeira data, entre duas em território português, passando no dia seguinte pela cidade do Porto.

Conhecidos pela forma com que recriam e dão um toque jazz e vintage às músicas que todos conhecemos, seja o pop que ouvimos na rádio, ou o clássico que já os nossos avós ouviam nos LP’s ou cassetes, a formação novaiorquina conseguiu contagiar o público que se levantou e aplaudiu de sorriso cheio e contagiante.

Formados com o objetivo de fazer música em que cada um dos elementos do grupo pudesse mostrar o seu talento, encheram o Coliseu e contagiaram toda a gente durante as duas horas de concerto.

Michael Cunio esteve aos comandos do espetáculo, não só enquanto anfitrião, apresentando os vários elementos do grupo, mas também ao fazer o público vibrar com um início de espetáculo surpreendentemente promissor. Começaram a conquistar o público com a famosa Thriller de Michael Jackson, interpretada pelo próprio Cunio e acompanhada pelo bailarino Lee numa atuação de sapateado, iniciada com uma pequena queda ao entrar no palco, e que foi mote para um começo de espetáculo super bem-disposto e cativante.

Sharik Hasan (piano), Adam Kubota (contrabaixo), Martin Diller (bateria), Mike Chrisnall (guitarra elétrica), Chloe Feoranzo (saxofone e clarinete) e Lemar Guillary (trompete) foram os músicos que se apresentaram em palco ao lado de Cunio e que, mesmo sem a presença do seu fundador, se destacaram nas versões interpretadas pelo grupo.

Ao longo do concerto foram sendo revisitados temas bastante conhecidos como: Single Ladies, de Beyoncé, Creep, dos Radiohead e Tomorrow, do musical Annie. A festa acabou com o tema Shake It Off, de Taylor Swift, com todo o Coliseu de pé a dançar,

Os Postmodern Jukebox, depois de uma estreia em Portugal em 2016 na Aula Magna, conseguiram deixar mais uma vez a sua marca de irreverência e distinção, na forma como conseguem dar este toque “agitado” e que nos faz saltar da cadeira com vontade de dançar, enquanto acompanhamos as músicas que sabemos de cor.