Nos últimos dias, sucedem-se as notícias sobre alterações no Coliseu do Porto. Mas o que se passa afinal? A Câmara Municipal do Porto pretende reabilitar o Coliseu do Porto através de obras que podem vir a ter a duração de um ano. Para tal, terá de ser feita uma transferência de titularidade do Coliseu à empresa municipal de Cultura. E as alterações não ficam por aqui.

Porque é que o Coliseu passa para a titularidade da Câmara?

A associação responsável pelo Coliseu, Amigos do Coliseu do Porto, é incapaz de responder às necessidades do recinto de espetáculos. Assim, será necessário existir investimento público. A primeira tentativa de trespasse dos direitos de titularidade da associação foi chumbada pelo Tribunal de Contas e, consequentemente, a autarquia recorreu da decisão, aguardando resposta.

Estão em questão obras, particularmente de manutenção, nomeadamente a substituição da cobertura, melhoramento de infraestruturas, recuperação de parte do revestimento interior e uma intervenção à torre. Este processo tem um custo que ronda o valor de seis milhões de euros.

E qual é o motivo para se dizer que o Coliseu vai mudar de nome?

Aliada a esta iniciativa está também a seguradora Ageas, representante privado da associação Amigos do Coliseu do Porto, que disponibiliza ajuda financeira, em troca de um negócio de patrocínio. Caso aprovado, o nome do recinto passa a ser Coliseu Porto Ageas. A seguradora diz que a aposta na “Cultura e nas Artes” é um “eixo estratégico de posicionamento de marca“.

No entanto, ainda nada é garantido.

Ambas as questões vão ser discutidas na Assembleia Geral dos Amigos do Coliseu do Porto, que decorre a 9 de abril, segunda-feira. Procurar-se-á, por um lado, uma solução que consiga dotar a Câmara do Porto de responsabilidade pelo Coliseu e, por outro, uma forma de viabilizar o negócio de patrocínio proposto pela Ageas.

Eduardo Paz Barroso, presidente do Coliseu, sublinha com otimismo o ambiente de concordância entre os quatro membros da associação a que preside, a Câmara do Porto, a Secretaria de Estado da Cultura, a Área Metropolitana do Porto e a seguradora Ageas. Rui Moreira, Presidente da Câmara do Porto, afirma ter abordado estes dois últimos membros, ciente de que “estão disponíveis para fazerem parte desta solução”.