Durante a próxima quinta-feira, 29 de março, e nos dias 1 e 2 de abril, os tripulantes de cabine da Ryanair vão fazer greve. O Sindicato Nacional Do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) recrimina o Governo e pede melhores condições de trabalho para tripulantes. 

Na origem da greve dos tripulantes da Ryanair estão as negociações “infrutíferas”, uma vez que a companhia aérea “não aceita aplicar a Lei Portuguesa“, em termos de direitos defendidos da Constituição e Código de Trabalho, divulgou o SNPVAC, em comunicado. Deixar de impor “processos disciplinares porque não se atingiram quotas de vendas a bordo” e a aplicação de falta injustificada em casos de  baixa médica por doença são dois dos braços de ferro que o sindicato mantém com a companhia lowcost.

Os dedos também se viraram para o Governo, com o sindicato a questionar como o Estado português “permite que os seus sejam desrespeitados no seu próprio país” e como “se diminui ao ponto de sustentar uma empresa que ignora as leis portuguesas“.

Greve pode levar ao cancelamento de voos

À Agência Lusa, a Ryanair recusou-se a comentar assuntos “sobre rumores ou especulação“.  Ainda em fevereiro, o presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary, desvalorizou a ameaça de greve dos tripulantes de cabine por considerar que os funcionários se encontram “satisfeitos” e que as “condições até têm vindo a melhorar”, argumentando com o aumento de salários e direito a folgas.

As criticas de O’Leary dirigiram-se ao SNPVAC não só pela marcação da paralisação, mas também pela recusa de uma reunião na sede da empresa em Dublin, na Irlanda.

O presidente executivo da Ryanair afirmou que “se a greve for avante, haverá voos cancelados“.