A Câmara Municipal de Lisboa prevê gastar cerca de 5 milhões de euros na organização da Eurovisão, no entanto este valor equivale a apenas um terço dos custos totais do evento, ou seja, 15 milhões de euros. Só para o aluguer do Altice Arena a Câmara de Lisboa conta gastar mais de 2 milhões de euros, aos quais acrescem os 160 mil euros do aluguer do Pavilhão de Portugal.

Segundo o protocolo celebrado entre o município, a Associação de Turismo de Lisboa (ATL) e a RTP, os mais de 2 milhões de euros transferidos diretamente da Câmara para a estação pública servem para a “contratação da cedência do espaço principal para a realização do evento”, mas também para a “contratação da cedência de espaços acessórios” e para “outros serviços adicionais, designadamente o suporte, na totalidade, ou em parte de obras de adaptação dos espaços inerentes às infraestruturas físicas” do Festival.

O município de Lisboa irá ainda despender de 2,050 milhões de euros para a “comunicação e promoção do evento” e para a organização de eventos associados como a cerimónia de passagem de testemunho a Lisboa, o Eurovision Village e as cerimónias de abertura como a Red Carpet e Wellcome Reception. Para além disso o valor que a CML pretende gastar destina-se ainda à “emissão de quaisquer licenças e/ou autorizações, de âmbito municipal”.

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O protocolo a que a agência Lusa teve acesso prevê ainda a transferência de 150 mil euros para a Associação de Turismo de Lisboa, com vista a apoiar os programas sociais destinados à delegações, à imprensa internacional e aos fãs creditados. “A RTP e a ATL obrigam-se a apresentar ao município de Lisboa os comprativos das despesas efetuadas”, acrescenta o acordo estabelecido entre as três entidades.

25,6 milhões de euros em receitas previstas

Segundo o documento apresentado, este forte envolvimento da autarquia e das organizações de turismo da cidade que acolhe o festival é já prática do Eurovision Song Contest e “constitui um fator essencial para o seu sucesso”. O protocolo refere ainda que esta é uma excelente oportunidade para “projetar a capital portuguesa como o destino turístico de excelência que é, promovendo Lisboa e Portugal, através da televisão, numa oportunidade única”.

“Para a edição de 2018 são estimados 30 mil visitantes, dos quais 27 mil provenientes do estrangeiro, e um impacto económico de cerca de 25,6 milhões de euros”, refere a proposta, assinada pelo vereador das finanças da Câmara de Lisboa, João Paulo Saraiva.

É impossível contabilizar, para já, os gastos totais do Festival, apesar das previsões. No entanto, fazendo uma retrospetiva às edições anteriores é possível ter uma ideia de custos. Por exemplo, no ano passado em Kiev, foram gastos aproximadamente 30 milhões de euros com a organização do ESC. No entanto, a organização do Festival em Kiev acredita ter tido receitas no turismo a rondar os 20 milhões de euros, às quais somou mais 10 milhões em patrocínios e publicidade.

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O Festival Eurovisão da Canção decorre no Parque das Nações em Lisboa, com semifinais marcadas para os dias 8 e 10 de maio e a grande final marcada para o dia 12 de maio. O nosso país será representado por Cláudia Pascoal que venceu o Festival RTP da Canção com a música O Jardim.

O Eurovision Song Contest decorre pela primeira vez em Portugal, e será apresentado por Daniela Ruah, Filomena Cautela, Sílvia Alberto e Catarina Furtado.