23 de março, o dia em que os The Script voltaram para conquistar, passados quase três anos, uma Altice Arena pronta para os receber. Ainda que a sala não estivesse cheia, foi um concerto que, certamente, irá ficar na memória de todos aqueles que o presenciaram.

A contar com uma primeira parte assegurada pela londrina Ella Eyre, a ansiedade pode esperar um pouco. Às 20h00, a cantora estava pronta para nos deixar em êxtase. Seja com a ritmada “Good Times”, música que iniciou o concerto, ou até com a solene balada “We Don’t Have To Take Our Clothes Off”, cover de Jermaine Stewart, em todos os momentos os portugueses acolheram, de braços abertos, a energia desta artista promissora.

O bom filho a casa torna

Por muito que 20 minutos de atraso custem, talvez, tenha sido, apenas, esse o único defeito deste espectáculo. Com chegada prevista para as 20h50, a banda só entraria no palco por volta das 21h10, com “Superheroes”, que provocou a emoção, os gritos e uma melodia em uníssono que se iria manter até ao fim.

Já com alguns êxitos recentes apresentados, era tempo para cairmos na nostalgia da mágica música que os levou à fama. Falamos de “The Man Who Can’t Be Moved”. Enquanto cantamos as primeiras palavras desta canção sem pouca ou nenhuma ajuda de Danny O’Donoghue, recriamos um momento de intimidade de há três anos atrás que a banda ainda recordava.

Seguidamente, a banda foi continuando a apresentar Freedom Child, álbum que, embora tenha uma sonoridade diferente das dos três álbuns anteriores, conseguiu perfeitamente ser intercalado por canções mais antigas como “Nothing” ou “If You Could See Me Now”.

Poucas vezes vemos uma grande banda a tentar igualar-se ao público que a observa. Assim, ver os três membros oficiais a tocar, na plateia de um dos balcões, “Crazy World”, em acústico, com uma despreocupação regida por um autêntico amor à música lembra-nos um dos motivos pelos quais os The Script são uma das bandas mais adoradas pelo povo português.

O Hall of Fame dos The Script

No seguimento de apresentação deste álbum, a banda acaba por simular uma despedida com “Rain”, sucesso pop que, apesar do nome e dos guarda-chuvas levantados pela plateia, pertence muito mais à estação veranil do que àquela em que nos encontramos. Contudo, sabíamos que iriam voltar grandiosamente e a prova disso foram as três últimas músicas tocadas que encheram os nossos corações eufóricos.

Em suma, estas três músicas, “No Good In Goodbye”, “Breakeven” e a mítica “Hall of Fame”, foram anunciando um até já de uma banda que segue um caminho de êxitos, de fama, mas que, sobretudo, dá importância à música para todos e ao amor que os fãs lhe dão. Ficamos à espera.