Teresa Marques, a Supernanny que dá nome ao programa, prestou declarações em tribunal, no âmbito do processo que tirou o formato do ar e valorizou a possibilidade de melhorar a vida dos participantes.

A psicóloga do programa da SIC, Teresa Marques afirmou que as crianças que participaram no programa se encontram “sem nenhum dano que se detete“, defendendo que os riscos existentes pela participação no Supernanny são inferiores aos benefícios que se podem obter.

O risco relativo à exposição das crianças é um risco que está equilibrado com a oportunidade de melhorar a vida das pessoas e é isso que quero valorizar. O risco não se transformou num dano, neste momento passados dois meses o que me interessa é que as crianças estão bem, as famílias estão bem“, acrescentou.

No dia 14 de janeiro, o programa foi suspenso provisoriamente pelo receio dos danos que a exposição das crianças pudesse causar, nomeadamente no que toca ao seu futuro.  A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens considerou que este violava “os direitos das crianças, designadamente o direito à sua imagem, à reserva da sua vida privada e à sua intimidade“.

A própria Ordem dos Psicólogos afirmou, a 26 de janeiro, que a exposição de crianças e jovens em programas de formato reality show poderia ter consequências nocivas derivadas da “exposição mediática“.

Outra das perguntas que surge é: Supernanny é, ou não, um reality show? Não se sabe. Essa é uma das questões que se procura responder no julgamento, sendo que os seus principais promotores, a SIC e a Warner Bros., defendem que se trata de um documentário.