Chegou ao fim mais uma temporada de This Is Us. Desta vez, já ficámos a saber a forma como morreu Jack Pearson (Milo Ventimiglia), a grande figura paternal do The Big Three. Vimos, também, como a família lidou com a perda. Muitas lágrimas depois, o Espalha Factos olha para trás e destaca dez momentos desta segunda temporada em que a música também contribuiu para o nosso choro.

__45__ – Bon Iver (Episódio 1)

Esta música surge na tão aguardada tentativa de Kate (Chrissy Metz) fazer mostrar as suas capacidades vocais. Determinada e um pouco mais confiante de si, avança para uma audição com o objetivo de ser vocalista de uma banda de casamentos.

Na sala de espera, a sua auto-estima é atacada, as suas inseguranças vêm ao de cima, quando se vê rodeada das suas concorrentes. Acaba por abandonar a audição. A voz grave de Bon Iver confere uma aura dramática a um momento que reflecte a falta de confiança das pessoas que sofrem de obesidade.

One – Damien Rice (Episode 1)

Certamente, um dos momentos mais prolífero em lágrimas da temporada vem logo no primeiro episódio. Depois de terem anunciado uma breve separação, Jack e Rebecca (Mandy Moore) reconciliam-se. Sobretudo pela vontade que a mulher tem de ajudar o marido a ultrapassar o seu problema com o álcool. Nesta cena, assistimos a uma prolepse que revela alguns pormenores sobre a morte de Jack. Com uma versão da One dos irlandeses U2, Damien Rice acrescenta melancolia a este momento.

Landslide – Kate Pearson (Episódio 2)

O tema dos Fleetwood Mac sofre aqui uma reviravolta. Originalmente cantado pela voz inconfundível de Stevie Nicks, é aqui interpretado por outra grande figura feminina da série -Kate. Na sua primeira grande atuação num bar, canta e encanta os presentes. A sua voz é também levada a memórias de um Jack que luta para contrariar os seus vícios e esquecer as memórias de um passado marcado pela experiência no Vietname.

Ao mesmo tempo, esta cena é atenuada por momentos cómicos do passado de Kevin (Justin Hartley) e do seu presente como “Man-ny”. Vemos que, no fundo, os dois homens são bastante parecidos, apesar de nem sempre parecerem – lutam por ser bons por e para aqueles de quem gostam.

Ballad of the Dying Man – Father John Misty (Episódio 5)

Neste episódio, assistimos ao encontro de Rebecca com o pai de Jack, que se encontra numa cama de hospital em estado terminal. Jack e o pai nunca tiveram uma grande relação, devido ao historial de alcoolismo e de violência do segundo. Bec enfrenta o genro, afirmando que a forma como ele tratou Jack durante a sua vida tornou-o um homem mais forte e uma excelente pessoa.

Envolvidos na voz de Josh Tillman, são-nos mostradas imagens da infância de Jack e são-nos revelados dois aspetos da sua vida: o pai de Kate, Randall (Sterling K. Brown) e Kevin teve um irmão e ambos fizeram parte do exército que combateu na Guerra do Vietname. Durante o resto da temporada, pouco mais foi revelado sobre estas questões, deixando antever um grande foco no passado de Jack para a próxima temporada.

Fairy Tale Lullaby – John Martyn (Episódio 7)

Ao mesmo tempo que Randall e Beth (Susan Watson) enfrentam problemas com a adoção de Deja (Lyric Ross), no início deste episódio vemos como foi o seu caso em bebé. Observamos um Jack e uma Rebecca atarefados e comprometidos a cair nas graças da assistente social que está a avaliar o seu caso e as condições em que Randall é criado. O tema dos anos 60 cantado pelo falecido John Martyn bafeja esta cena com um tom pacífico e descontraído que, de certa forma, prevê um desfecho feliz para esta família.

Lonesome Loser – Little River Band (Episódio 8)

Nesta temporada, tivémos direito a três episódios dedicados inteiramente a cada membro do The Big Three. Neste episódio foi-nos contado o passado do “Number One”, Kevin Pearson. Convidado para um reencontro na sua escola secundária e atravessando momentos difíceis no presente, observamos o Kevin de 38 anos a percorrer os corredores da escola como um ‘falhado solitário’.

Em planos paralelos, vemos como era na sua juventude e como a sua passagem nos corredores não era indiferente a ninguém. Respeitado, adorado e rodeado de amigos, ao contrário do Kevin do presente.

Sedona – Houndmouth (Episódio 16)

Num episódio onde assistimos às despedidas de solteiro de Kate e Toby (Chris Sullivan) – sim, eles vão mesmo casar-se -, também temos momentos mais dramáticos e emotivos. Aqui assistimos a uma cena de reconciliações, de demonstração de afectos, de irmandade e amor.

Pode não ter provocado rios de lágrimas, mas não ficámos indiferentes, principalmente, devido ao tema que a acompanha, que é composto por uma harmonias cativantes de tom esperançoso. É daqueles momentos em que choramos de felicidade.

Beauty and Pain – Hannah Miller (Episódio 17)

Um episódio totalmente dedicado à história de vida da jovem Deja e dos seus problemas familiares, que conduziram à sua separação da mãe, às experiências em lares de acolhimento e passagem por diversas casas. Várias famílias adotivas depois, Deja é entregue a Beth e Randall.

O tom melancólico do tema Beauty and Pain, interpretado por Hannah Miller, acompanha a vivência de Deja com os Pearson. Somos confrontados com uma representação da vida de muitas crianças que são separadas dos pais e a forma como isso afeta as emoções e o seu futuro.

Moonshadow – Rebecca Pearson (Episódio 18)

No último episódio da temporada, assistimos ao tão aguardado casamento de Kate e Toby. Porém, ao longo dos quarenta minutos que marcam este finale, são apresentadas cenas que representariam uma hipotética renovação dos votos de Jack e Rebecca.

Mais tarde sabe-se que são imagens que pertencem a um sonho de Kate. É um momento do género “caso Jack estivesse vivo, era assim que seria” e, obviamente, não contemos as lágrimas. Rebecca surpreenderia o marido, cantando Moonshadow – um tema da própria Mandy Moore -, a música que ela cantava no café onde se conheceram.

Alps – Novo Amor & Ed Tullett (Episódio 18)

Já na cena da união de Kate e Toby, revemos momentos do passado dela e da ligação peculiar que tinha com o pai. A pequena Katie-Girl” questiona Jack sobre a possibilidade de se casar com ele no futuro. O pai explica-lhe que as coisas não funcionam desse modo e que, certamente, ela iria encontrar um homem que estivesse à altura dela.

Simultaneamente, observamos a chegada de Kate ao altar, onde Toby a aguarda. A balada do escocês Novo Amor e do britânico Ed Tullett ajuda a compor o cenário romântico. “Até sou capaz de chorar”, diz Jack na recordação de Kate, referindo-se ao facto de a poder levar ao altar. Nós chorámos de certeza!