Antes da temporada de festivais, os My Bloody Valentine dedicam-se a novo material. Em entrevista com a rádio NPRKevin Shields, líder do grupo, confirmou estar a gravar um EP “expansivo“. As novas canções vão fazer parte do repertório dos próximos concertos.

Bob Boilen conduziu a entrevista com a estação pública, ancorada às reedições em vinil de Isn’t Anything e Loveless. Em análise, esteve a remistura analógica desses dois primeiros discos da banda irlandesa e os seus novos projetos.

Shields encontra-se em estúdio há mais de um ano; inicialmente, conseguiu apenas algumas componentes das canções. Do processo incomum de gravação resultou outra abordagem. “Não estou a fazer um álbum na forma de como normalmente o faria, que é algo isolado“, admite. “É mais como se estivesse a fazer um EP, mas não quero ser limitado a quatro músicas, ou uma certa duração.

Mudança de rotina

Estão planeados dois EPs. Shields quer finalizar o primeiro antes dos ensaios com a banda, que começam em junho. “Quero misturar as coisas um pouco e afastar-me da minha tendência de fazer um álbum a cada 20 anos, ir em tournée e desaparecer por 5 anos“, diz. A estratégia sinaliza o seu desejo de estar “mais presente“, depois dos longos hiatos que seguiram os álbuns Loveless e mbv.

O artista já discutiu o novo álbum com a Rolling Stone e a Pitchfork, prometendo o seu lançamento em 2018. À primeira publicação, descreveu-o como o que aconteceria “se alguém vertesse ácido” sobre o último disco, mbv. Este registo foi lançado de forma independente em 2013.

Ao vivo e em vinil

O novo material vai ser testado nos próximos concertos. A partir de junho, os My Bloody Valentine apresentam-se na Dinamarca, no Japão e no Reino Unido. No último território, constam no alinhamento do Meltdown Festival, curado por Robert Smith dos The Cure.

Em colaboração com Brian Eno, Shields gravou Only Once Away My Son. Vai ser editado em vinil, no Record Store Day, com a nova faixa The Weight of History do lado oposto.