Chama-se Lourenço Botelho e, com apenas 16 anos, lançou o seu primeiro single, intitulado Honey. Através do nome artístico Lour, o jovem lisboeta respondeu às questões do Espalha-Factos acerca deste projeto, bem como dos seus desafios e objetivos no mundo musical.

Assumidamente apaixonado por música, em especial por concertos e festivais, considera que os seus gostos são bastante ecléticos. As suas preferências vão desde a música brasileira (como Mallu Magalhães e Anavitória) até “esta nova geração de músicos portugueses”, onde destaca as Golden Slumbers, Carolina Deslandes e Benjamim. Fora da lusofonia, as suas preferências passam pelo pop, folk e hip hop.

Confessa que sempre se interessou por “coisas” que, em princípio, não seriam propriamente indicadas para a sua idade. Como prova, dá-nos o exemplo de ter lançado uma música com 16 anos, algo pouco comum em Portugal. “Descrevo este projeto como young boy with old thoughts“, completa.

Lour olha para a sua escrita de canções como uma forma de se expressar acerca de assuntos que o ultrapassam e que, afirma, lhe fazem a alma parecer mais velha, muito derivado da língua com que escreve e que sempre lhe foi familiar, o inglês.

Dos primeiros acordes à gravação do tema

Espalha-Factos – Quando é que a música entrou na tua vida?

Lour – Penso que a música sempre esteve, de alguma forma, na minha vida. Desde que me lembro de existir que gosto de cantar e de ter esta ideia de algum dia viver da música. Como essa ideia não passou até hoje, no início do ano passado peguei numa guitarra que tinha em casa e comecei a aprender a tocar, a experimentar acordes e daí começou a minha paixão por compor e por fazer música. Comecei a escrever cada vez mais e fui aprendendo melhor a tocar guitarra e foi aí que surgiu a ideia de criar este projeto, Lour.

“Acho que Lour talvez dê destaque por ser algo muito sincero e feito com muito trabalho”

EF – Como caracterizas o tema Honey?

Lour – Honey surgiu dias antes de ir para estúdio gravar a canção. Lembro-me que comecei por tocar os primeiros acordes e que, de forma muito natural, comecei a escrever os versos e tudo estava a fazer sentido. A música fala sobre um amor que acaba e a superação desse mesmo amor. No início da canção, é tudo muito mais triste, e essa tristeza vai-se dissipando, tornando a canção progressivamente mais ritmada e a letra, por consequência, mais alegre. Esta canção não é autobiográfica. Foi uma história que idealizei na minha cabeça e que decidi colocar em verso e penso que correu bem!

Desafios do presente e objetivos para o futuro

EF – Não contando com o apoio de uma editora, como é criar uma canção tendo em conta tudo o que ela acarreta?

Lour – É mais difícil. Não tinha, confesso, a consciência do que era lançar uma canção, do aspeto burocrático e dos custos que isso envolve. A verdade é que o videoclipe e toda a parte estética deste projeto foi concebida por mim e por uma grande amiga minha que é fotógrafa, chamada Rafaela Lopes, o que tornou as coisas muito mais fáceis. Também tive a ajuda de alguns músicos que já conhecia, como, por exemplo a Cat Falcão (Golden Slumbers e Monday) que me ajudou nos coros da música ou o Luís Nunes (Benjamim) que me deu algumas dicas para a música soar melhor. A promoção da música talvez seja o mais difícil, e é nesse aspeto que ter uma editora facilitaria muito mais as coisas.

EF – Sendo o mercado musical bastante competitivo, consideras que o projeto “Lour” se destaca?

Lour – Essa pergunta é de difícil resposta. Penso que ainda não tenho uma ideia muito concreta porque este projeto, como sabes, é muito recente e ainda só dei a conhecer um single ao público. Mas acho que Lour talvez se destaque por ser algo muito sincero e feito com muito trabalho. Sinceramente, acho que existe espaço para toda a gente no mercado musical português e que o maior destaque que posso ter é o facto de haver pessoas a ouvir a minha música e a mandarem-me mensagens muito queridas a dizer que ainda bem que existem projetos como o meu.

EF – Como te imaginas num futuro próximo?

Lour – Neste momento estou a fazer mais canções para poder lançar, se tudo correr bem, um EP ainda este ano. Quero também que a minha música chegue a mais pessoas e que possa tocar ao vivo em diversos lugares. Até tudo isso acontecer, estarei a compor novos temas e a promover o meu primeiro single, Honey, que está disponível em todas as plataformas digitais!