O poeta português Nuno Júdice ganhou o prémio Rosalía de Castro do PEN Clube Galego, que, de dois em dois anos, distingue escritores relevantes das línguas castelhana, catalã, basca e portuguesa.

Na 12.ª edição deste galardão, que começou a ser instituído em 1996, os prémios foram atribuídos também aos ecsritores Carmen Boullosa, do México, Sergi Belbel, catalão, e Harkaitz Cano, basco.

O júri deste prémio é constituido por Luís González Tosar, Ánxela Gracián e Manuel Guede, entre outros. Na sua opinião, o escritor português tem um ótimo trabalho em vários géneros: romances, poesia e até ensaios.

Estes quatro novos vencedores juntam-se agora aos 44 distinguidos nas edições anteriores do prémio, convertendo-se nos melhores embaixadores da literatura galega, de acordo com o júri.

Nuno Júdice

É poeta, ensaísta e académico. Nasceu a 29 de Abril de 1949, no Algarve.

Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, doutorou-se em Literatura Românica Comparada, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, onde foi já professor.

Exerce uma atividade regular de crítica e ensaística literária, quer no âmbito das atividades universitárias, quer em jornais, como o Expresso e o JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias.

Dedicou-se a estudos anterianos e sobre o Modernismo português e participou em edições fac-similadas das revistas Portugal Futurista, Centauro e Sudoeste, editadas pela Contexto Editora.

Foi o responsável pela Língua e Cultura Portuguesa, na organização do Pavilhão Português, na Exposição de Sevilha, em 1992. Em 1997 ficou responsável pela área de Literatura, na Sociedade Portugal-Frankfurt. Exerceu, desde 1997, funções de Conselheiro Cultural em Paris.

Além disso, desenvolve trabalho como e crítico e foi já diretor do Instituto Camões, em Paris.

Atualmente, Júdice é, desde 2009, diretor da Revista Colóquio Letras, uma revista literária com textos de poesia, de ficção e maioritariemente ensaios. A revista nasceu em 1971, pelas mãos de Hernâni Cidade e Jacinto do Prado Coelho.

O seu primeiro livro de poesia foi A Noção do Poema, publicado em 1972. Publicou ainda obras como Enumeração de Sombras (1989), Um Canto na Espessura do Tempo (1992) e Meditação Sobre Ruínas (1994). Escreveu os romances, como Plâncton (1981) e A Manta Religiosa (1982). É autor de diversos ensaios, entre os quais se destaca uma tese de doutoramento sobre literatura medieval.

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