A aplicação de encontros românticos online volta a surpreender com uma campanha mundial que fomenta o retrato da diferença e empatia entre os seus utilizadores. E o intuito não podia ser mais simples: criar emojis que representem casais interraciais.

De forma a impulsionar a sua campanha, a Tinder trabalhou com a agência Marcel Sydney na criação de um vídeo de 60 segundos com o retrato de casais interraciais, através de emojis.

“Os emojis são a linguagem universal da era digital.”. É assim que começa o comunicado da campanha mais recente da Tinder, intitulada pela hashtag #RepresentLove. Se pensarmos sobre o frenesim associado ao uso desta “linguagem digital”, torna-se inevitável questionar: “O que falta representar?”.

E é o Tinder que responde à pergunta. Promotora do amor e igualdade – e igualdade no retrato do amor – a empresa justifica o seu propósito: “Os emojis para pessoas negras e casais do mesmo sexo tornaram-se realidade em 2015, mas existe um grupo que ainda está excluído deste tipo de representação: os casais interraciais.”. Para além disso, a companhia esclarece, num registo mais simbólico, a sua envolvência no movimento: “No Tinder, acreditamos que todos se devem sentir representados. O amor é universal e chegou a hora de representarmos os casais inter-raciais nesta linguagem global.”

A criação do mote #RepresentLove nas redes sociais e de uma petição no Change.org, contou com o apoio de Alexis Ohanian, co-fundador do Reddit, e Jennifer 8. Lee, fundadora da Emojination. A recolha de assinaturas conseguida através do baixo-assinado será, posteriormente, entregue à Unicode Consortium – a organização sem fins lucrativos responsável por aprovar alterações ou introdução de novos emojis nos nossos teclados digitais.

Como nasceu a #RepresentLove? Os números explicam.

A génese do movimento criado pelo Tinder assenta num estudo recente levado a cabo pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Esta investigação indica que os aplicativos de relacionamento online e o crescente número de casamentos interraciais caminham “de mãos dadas”, em mútua influência.

O gráfico divulgado na campanha do movimento #RepresentLove acentua um aumento no número de casamentos inter-raciais registrados em 2014, dois anos após o lançamento do Tinder.

Inspirado no assunto, o Tinder desenvolveu uma pesquisa mundial com resultados curiosos. Ao que consta entre a amostra de indivíduos entrevistados, “61%  estão abertos à ideia de relacionamentos interraciais e 52% (…) acreditam que casais interraciais não são bem representados na linguagem tecnológica atual de emojis, GIFs e memes”.

Destacando as maiorias, não foi difícil concluir que os usuários da aplicação se identificam com a ideia de diversidade e de relacionamentos com outros parceiros de etnias diferentes. Ainda para mais, 72% dos entrevistados acreditam ser o aplicativo com maior diversidade de raças.

Com os números a seu favor, a empresa que gere a aplicação de encontros online criou o apelo para a criação de emojis mais inclusivos. À distância de um clique, qualquer um pode assinar a petição e fazer parte do movimento.