O novo fenómeno da Netflix é uma produção do canal espanhol Antena 3 sobre um assalto à Casa da Moeda espanhola. Em La Casa de Papel, acompanhamos um grupo de oito ladrões que têm de controlar reféns, o génio do crime que os coordena e a investigação da polícia.

Em Espanha os episódios já saíram todos, mas na plataforma de streaming a segunda temporada só vai ficar disponível a 6 de abril. A divisão dos episódios está diferente, visto que originalmente eram 9 capítulos de 70 minutos, que foram transformados em 13 de 40 minutos. Se ainda não tiveste tempo para ver, deixamos-te aqui as razões pelas quais a série é incrível.

1. Destaca o poder feminino

Mulheres poderosas é o que não falta aqui. Começando por Tóquio e Nairobi, que fazem parte do grupo de assaltantes, cuja história de vida as fez amadurecer e também ganhar força para enfrentar o que se ponha à sua frente. A inspetora Raquel, que as vai tentar apanhar, é outro exemplo de girl power, que luta para evitar que os problemas pessoais não atrapalhem o seu trabalho. Entre as reféns também há muitas que conseguem aguentar o stress de cabeça erguida.

2. A banda sonora é boa e diversificada

Desde fado a Elvis Presley, a série tem de tudo. A música de abertura, My Life Is Going On, deixa-te fazer uma pausa e preparar para todo o caos que se segue. A icónica Bella Ciao, que se tornou um símbolo da resistência italiana e agora também do grupo, não vai sair da tua cabeça nos dias a seguir a veres.

3. Faz torcer pelos maus

Sabes que não devias, mas é difícil não querer que eles tenham sucesso. Quando a polícia dá um passo em frente na investigação, alegria não é a primeira emoção que surge. A afinidade que se começa a sentir pelo grupo de criminosos faz com que celebres cada vitória. São personagens que odiamos amar, e que amamos odiar.

4. A qualidade técnica é soberba

 

Claro que o ponto anterior não era conseguido se o elenco não fosse bom. Os atores interpretam personagens complexas, que passam por diferentes emoções numa questão de minutos.

Dentro da Casa de Papel, mesmo nos momentos felizes existe sempre uma tensão latente. Destacam-se Úrsula Corberó, que narra e faz o papel de Tóquio, Pedro Alonso, o chefe Berlin, e Paco Tous, o pai Moscovo.

O aspeto visual da série também é muito apelativo, com  os macacões vermelhos e as máscaras de Dali.

5. A organização temporal da narrativa não é convencional

A historia é apresentada duma maneira interessante e cativante. Vamos descobrindo mais sobre os personagens e sobre o plano ao longo do tempo, através de flashbacks, onde tudo faz sentido. Também permite que sejamos surpreendidos, porque não conhecemos todos os aspetos do assalto.

6. Não é lamechas quando é emocionante

Tem vários momentos com emoção e sentimento, mas não os explora para além do necessário, nem faz tudo para te puxar uma lágrima. Quer seja quando são dadas a conhecer as histórias dos personagens, que são delicadas e difíceis, ou quando algo dá para o torto.

7. Deslinda e acompanha um plano quase perfeito

Acompanhar o plano meticuloso do Professor, o mentor do grupo, é algo de espetacular. Descobrir todas as fases e perceber o que têm planeado para cada resultado possível é um exercício para a mente e traz reviravoltas surpreendentes.

8. Dá oportunidade para exercitar o nosso espanhol

Uma parte boa de ver uma série estrangeira é que vais aprendendo o vocabulário e treinas uma língua diferente. Se depois de Narcos não ficaste a saber todos os palavrões em espanhol, agora vais ficar perito.