Depois de Mother!, Jennifer Lawrence está de regresso e vem mais destemida e sedutora do que nunca. Ela é a Agente Vermelha e vão puder vê-la a partir de amanhã nas salas de cinema portuguesas.

Ela é Dominika Egorova, uma bailarina russa que se vê obrigada a desistir da sua carreira após sofrer uma lesão. Com o futuro incerto e uma família por cuidar, Dominika torna-se agente secreta utilizando o seu corpo como arma de manipulação e sedução. É então enviada numa missão para extrair informações de um agente da CIA (Joel Edgerton). A Agente Vermelha terá então de perceber quem é, e quem quer ser, com as cartas que têm em cima da mesa.

O realizador Francis Lawrence (I Am Legend e Water for Elephants) volta assim a trabalhar com Jennifer, após três filmes de The Hunger Games. Desta vez leva ao ecrã um argumento adaptado por Justin Haythe a partir do livro do ex-agente da CIA, Jason Matthews. A Lawrence juntam-se ainda Mary-Louise ParkerJeremy Irons e Charlotte Rampling nos principais papéis.

De acordo com o Los Angeles Times, Francis Lawrence terá reflectido sobre a relevância que um thriller de espionagem, onde uma espia usa o seu poder sexual como arma, nos dias de hoje. O certo é que A Agente Vermelha conta com cenas fortes de violência, incluindo uma tentativa de violação, numa altura em que vieram à tona inúmeros casos de assédio sexual em Hollywood.

Lawrence enfrenta os seus medos

Ao ler o guião de A Agente Vermelha, Jennifer Lawrence apaixonou-se de imediato pela protagonista. Contudo, não conseguiu dizer logo o “sim” ao convite de Francis Lawrence por causa das cenas de nudez que o filme requeria. De recordar que a atriz viu divulgadas fotografias íntimas e “nudes” suas, na internet, em 2014.

A atriz deu conta que, quando gravou a sua primeira cena de sexo, com Chris Pratt, em Passengers (2016), embebedou-se, numa tentativa de se acalmar. O que só fez pior. Além disso Lawrence percebeu que não podia ficar bêbeda em todas as cenas tórridas deste thriller, conta o The Washington Post.

Jennifer Lawrence, que não diz não a um desafio, enfrentou assim aquele velho pesadelo de estar nu/a em frente à turma e depois de encarnar a sedutora Agente Vermelha garante sentir-se mais poderosa. “É o meu corpo, é a minha arte e é a minha escolha. E se não gostas de mamas, não deves ir ver A Agente Vermelha“, afirmou a atriz.

Já na antestreia de A Agente Vermelha, em Londres, a atriz surgiu com um vestido bastante decotado ao lado dos seus colegas de elenco. O outfit rapidamente gerou polémica nas redes sociais por se considerar que representa a objetificação das mulheres na indústria de cinema. A atriz publicou um post na sua página de Facebook a garantir que a escolha do vestido foi sua e apenas sua e a considerar a reação exagerada e ridícula.