A casa italiana Gucci decidiu doar 500 mil dólares (cerca de 407 mil euros) à March of Our Lives, um movimento que defende o controlo de acesso às armas nos EUA.

A coragem, resiliência e determinação dos estudantes do liceu Marjory Stoneman Douglas, onde ocorreu mais um tiroteio nos Estados Unidos, inspiraram a Gucci. “Estamos solidários com a March of Our Lives e os corajosos estudantes por todo o país que exigem que as suas vidas e segurança se tornem uma prioridade”, revelou a casa italiana em comunicado à WWD.

A Gucci segue os passos de George e Amal Clooney, Oprah, Steven Spielberg e Kate Capshaw, que também se juntaram ao movimento, oferecendo o mesmo valor que a marca para financiar a marcha.

A March of Our Lives realiza-se em Washington no próximo mês. São os sobreviventes do massacre em Parkland, onde um jovem matou 17 pessoas numa escola, que estão a organizar o encontro. Segundo o The Washington Post, são esperados cerca de meio milhão de pessoas no dia 24 de março.

Recentemente, a Gucci lançou uma campanha associada ao movimento e ao aumento do ativismo social. As fotografias captadas por Glen Luchford, num estilo documental, trazem força à revolução estudantil. A campanha Pre-Fall 18 da marca capta o espírito dos jovens vanguardistas da década de 70 em Paris, aquando das marchas de estudantes e tumultos contra as elites militares e burocráticas.

Esta não é a primeira vez que a Gucci apoia causas relevantes. Em 2013, desenvolveu uma campanha global para angariar fundos e consciencializar para questões relacionadas com as mulheres, a Chime for Change.

O anúncio da doação de 500 mil dólares à March of Our Lives surgiu dois dias depois da apresentação da coleção outono/inverno 2018 na Semana da Moda de Milão. Alessandro Michelle, diretor criativo da Gucci, criou um universo pós-humano na passerelle transformada em bloco operatório.

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