A menos de duas semanas da cerimónia de entrega dos Óscares, estreia nos cinema nacionais um dos seus grandes concorrentes. O Espalha-Factos destaca como Estreia da Semana o filme Eu, Tonya, que marca o regresso de Margot Robbie ao grande ecrã.

Eu, Tonya é baseado na vida de Tonya Harding, patinadora olímpica cuja a conturbada história motiva a película. Amada por uns e odiada por outros, Tonya foi uma criança prodígio obrigada a uma total devoção à patinagem. Harding é conhecida mais notoriamente pelo famoso acidente que antecedeu os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994 com a sua colega Nancy Kerrigan. A película explora ainda a conturbada relação com o seu ex-marido Jeff Gillooly e com a sua abusiva mãe. O argumento, a cargo de Steven Rogers, resulta de uma pesquisa que teve por base a entrevista de Tonya e de Gilloly – que apresentaram diferentes versões dos eventos.

O filme é assinado por Craig Gillespie (The Finnest HourFright Night) e conta já com três nomeações para os ÓscaresMargot Robbie encarna o papel de Tonya Harding numa prestação nomeada para o prémio de Melhor Atriz num Papel Principal nos Óscares, BAFTA e Globos de OuroAllison Janney assume o papel da icónica treinadora e mãe de Tonya, LaVona Golden. A prestação de Janney valeu-lhe a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz Secundária. Eu, Tonya conta ainda com uma nomeação para o Óscar de Melhor Edição.

Allison Janney como LaVona Golden

Fonte: Divulgação/NOS Audiovisuais

Não é preciso ter classe quando se tem talento”

Eu, Tonya tem sido alvo de algum criticismo pela sua violência gráfica, já comparada àquela mostrada nos filmes de Quentin Tarantino. Margot Robbie afirma em entrevista ao site Gulf News que esta opção de realização se baseia na ideia de que “queríamos enfatizar (…) um ciclo de violência”. Ciclo esse que Tonya sofreu durante toda a sua vida e que, de acordo com a atriz, lhe permite “desligar-se emocionalmente” daquilo que se está a passar na realidade.

A atriz Allison Janney descreve a sua participação no projecto como “libertadora”. Janney considera ao mesmo tempo o desafio de “encontrar a humanidade (…) de uma espécie de monstro no papel“.

Tonya Harding aprova a película, apesar de não concordar totalmente com tudo o vemos no grande-ecrã. Steven Rogers, autor do guião, confessou ao Hollywood Reporter que Tonya disse que se riu, que chorou, disse que adorou a Margot e a Allison, e disse que há coisas de que não gostou“. Apesar desta apreensão, Tonya tem marcado presença em algumas das cerimónias de entrega de prémios para as quais o filme está nomeado, como foi o caso dos Globos de Ouro.