Alugar ou comprar casa em Lisboa está cada vez mais difícil, não pela falta de oferta, mas sim pela falta de poder financeiro dos portugueses que sonham viver na capital. Lisboa (e não só) é cada vez mais atrativa, ganha prémios nas mais diversas áreas, e os setores do turismo, restauração, hotelaria, entre muitos outros, não podiam estar mais felizes. De facto, o número de turistas que fica encantado pela cidade das sete colinas cresce dia após dia e a economia portuguesa também agradece.

Todos os cenários têm os dois lados da moeda, certo? Neste caso, o lado menos bom deste mar de gente que procura Lisboa para umas férias, está no estado frenético a que o setor imobiliário ficou submetido. Prédios inteiros transformam-se em novos hotéis ou hostels, muitos apartamentos são agarrados pelo AirBnb, e os portugueses que querem viver em Lisboa assistem ao preço das casas a crescer, quase dia após dia, acelerando a corrida para um crédito à habitação como meio de atingir o sonho.

A estatística do ano que agora terminou não deixa razões para dúvidas: 25% das casas vendidas em Portugal em 2017 foram compradas por estrangeiros. É fácil entender que todos querem lucrar com este fenómeno, por isso, e sabendo de antemão que o poder financeiro que vem de fora é mais forte que o poder interno, os preços procuram o poder mais alto.

De 2016 para 2017 registou-se a maior subida do país no preço por metro quadrado em Lisboa atingindo os 36,92%. Em dezembro de 2017, o preço por metro quadrado fixou-se em 2.796 euros, mas bastará ao leitor fazer uma ou duas pesquisas online sobre imóveis à venda em Lisboa para descobrir que o preço praticado é muitas vezes o dobro, ou o triplo, deste valor.

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