Toda a gente sabe que os musicais são coisas happy and cheesy, e essa é uma das principais razões pelas quais tanta gente não gosta de musicais, ou acha que não gosta. Isso e “aquela coisa irrealista de desatar a cantar em todos os momentos”, que pode tornar-se aborrecida. Por outro lado, muitas pessoas têm músicas especiais que marcam as suas relações, aquelas que ouvem nos aniversários de namoro e aquelas a que voltam quando as coisas não correm tão bem.

Espantem-se quando vos dissermos que os musicais refletem a vida real e utilizam a música para tornar a coisa mais bonita e emocionante. E não, não são sempre finais felizes. Lembram-se de La La Land, que arrebatou paixões e semeou ódios um pouco por todo o mundo em 2017?

Mia e Sebastian não ficam juntos, e quem procura nos musicais a felicidade eterna teve que lidar com a sensação ingrata de sair do cinema com o coração em pedaços. Mas há mais, muito mais. Na tela e nos palcos, os musicais exploram as relações humanas através da música, com laivos de romantismo e sonho a fazer lembrar os contos de princesas da Disney. Ensinam-nos sobre o amor, os desencontros, a felicidade e a perda, em suma, mostram-nos a vida sob as suas várias formas e ainda nos oferecem a banda sonora.

Por isso, quisemos celebrar este Dia dos Namorados com algumas sugestões dos musicais mais românticos de todos os tempos e de musicais que falam sobre relações, mesmo que não sejam assim tão românticos.

La La Land

Mia quer ser actriz e trabalha num café em Hollywood. Sebastian quer ser músico de jazz, mas tem que se sujeitar a vários trabalhos e tocar outros tipos de de música enquanto procura atingir o seu sonho. Mia e Sebastian conhecem-se, apaixonam-se, cantam e dançam, vão viver juntos mas as ambições e sonhos acabam por separá-los. Não há final feliz, mas nós desculpamos porque as músicas compensam.

Moulin Rouge

Apareceu primeiro nos ecrãs, em 2001, e está finalmente a chegar à Broadway. No final do século XIX, em Paris, o jovem poeta Christian perde-se de amores por Satine, uma cortesã que encontra no famoso Moulin Rouge. A história é cantada através de músicas já conhecidas, que nos transportam para o universo da revolução boémia na cidade das luzes e nos mostram o amor impossível de Satine e Christian. Também aqui, não há final feliz mas, pelo menos, temos o consolo de saber que o amor daqueles dois é para sempre.

Once

Once é um filme independente que deu em musical de palco. Once conta uma história simples e despretensiosa. Na Irlanda, rapaz irlandês conhece rapariga checa, partilham o amor pela música e fazem música juntos, depois é-nos dado a entender que partilham também amor um pelo outro, mas a vida complica-se pelo meio e no final ficamos apenas com a música. E a música valeu um Oscar a Glen Hansard e Markéta Irglová, que são compositores, intérpretes e protagonistas no filme.

The last five years

Este musical off-broadway de Jason Robert Brown varia entre a comédia e o drama e é tão somente sobre relações que praticamente só tem duas personagens. Cathie e Jamie são namorados, ela uma aspirante a actriz e ele escritor-wannabe (onde é que nós já vimos isto…?). Vemos a evolução do casal ao longo de cinco anos, e a degradação de uma relação que parecia ideal mas que termina em separação, com músicas que fazem jus à tristeza da situação.

Love Never Dies

É a sequela do icónico musical O Fantasma da Ópera e (alerta spoiler!) acaba em tragédia. Pelo meio, as pessoas que torciam para que Christine ficasse com o Fantasma ficarão agradavelmente surpreendidas pelo rumo que a história tomou. As que torciam por Christine e Raoul, por seu turno, poderão ficar um pouco desiludidas. Mas nada que a música não ajude a curar.

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Dirty Dancing

Quem não se lembra da dança de Patrick Swayze e Jennifer Grey na verão cinematográfica de 1987 ao som the (I’ve had) the time of my life? Passaram trinta anos mas este continua a ser um dos casais mais apaixonantes de sempre e por isso uma versão musical foi estreada em 2004, e tem percorrido o mundo a mostrar o amor de Baby e Johnny através da dança.

Next to Normal

Este é um musical rock moderno sobre os desafios de quem vive com perturbações psiquiátricas, que poderemos ver na versão portuguesa já em maio. Ganhou vários prémios e é aclamado por se debruçar sobre um tema tabu e absolutamente incomum no contexto dos musicais, mas mostra também um amor que é maior do que a doença, quase maior do que a própria vida. E que, ainda assim, nem sempre é suficiente.

Tomorrow Morning

Um musical off-broadway que conta a história de dois casais em fases diferentes da vida. John e Kat estão prestes a casar, Jack e Catherine estão prestes a divorciar-se. Estes dois casais são, na realidade, apenas um, duas pessoas que enfrentam adversidades ao longo dos anos em que estão juntos, e que acabam por compreender até que ponto o amor pode vencer.

Ghost

O espetáculo chegou aos palcos em 2011, inspirado no filme de 1990 com o mesmo nome, em que Patrick Swayze fazia par romântico com Demi Moore. Conta a história do amor de Sam e Molly, um amor transcendente, uma ligação que nem a morte de Sam consegue quebrar.

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