David Grossman foi distinguido, na passada segunda-feira, com o Israel Prize for Literature, o prémio literário de maior prestígio no país. No anúncio, o júri elogiou a grande sabedoria e sensibilidade do autor com 35 anos de carreira.

Várias vezes apontado como possível candidato ao Prémio Nobel da Literatura, David Grossman foi vencedor do Man International Booker em 2017, com o romance Um Cavalo Entra Num Bar. Em Portugal, a obra traduzida pela editora Dom Quixote chegou às livrarias em janeiro.

O autor de 64 anos venceu também os três mais importantes prémios de literatura hebraica – o Sapir (2001), o Bialik  (2004 ) e o Emet (2007) -, pelo seu contributo para a cultura israelita.

Avner Holtzman, presidente do júri, lembrou que David Grossman é uma figura central na cultura israelita desde os anos 80. “Ele produziu uma série de obras-primas que mostram uma imaginação rica, uma profunda sabedoria pessoal e uma sensibilidade humana, juntamente com uma clara posição moral e um estilo linguístico enraizado e único”, afirmou Holtzman.

Os livros do escritor nascido em Jerusalém foram traduzidos em várias línguas, o que faz dele “o mais conhecido, o mais estimado e o mais adorado escritor israelita”, cita o Times of Israel.

O autor

David Grossman nasceu em 1954 e começou a sua carreira como jornalista. Depois de ser despedido da emissora de rádio onde trabalhava, nos anos 70, iniciou o seu percurso na literatura.

Além de Um Cavalo Entra Num Bar, o autor escreveu também obras como Ver: Amor, Até ao Fim da Terra, Em Carne Viva e o Mel do Leão, todas elas traduzidas em português.

Fora do Tempo, marca o luto pela morte do filho, ocorrida em 2006, quando Uri combatia como soldado israelita no sul do Líbano.

Foto: Leyaonline

David Grossman é conhecido por discordar das políticas do presidente Benjamin Netanyahu e por defender o entendimento entre Israel e a Palestina.

O Israel Prize for Literature será entregue ao escritor em abril, no aniversário da Independência de Israel. A atribuição deste prémio é encarada como uma conquista e um sinal de abertura por parte do governo israelita.

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