Desde 2014, Portugal cresceu no que às questões da mobilidade diz respeito. A chegada das afamadas “plataformas tecnológicas de mobilidade“, ou desconstruindo a expressão, aplicações especializadas em transporte de passageiros, trouxe não só mais qualidade, como também uma oferta mais competitiva em termos de preço. Entre a lista de quem opera em solo nacional, contam-se a Uber, Cabify, Chofer e Taxify.

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Em paralelo, no meio de queixas, protestos e muita contestação, os operadores de táxis viram-se também forçados a evoluir. Não falamos de melhoramentos na frota automóvel, muito menos na qualidade do serviço prestado, uma vez que, tanto um ponto como o outro, já viram piores dias. Mas sim através da aplicação Mytaxi, que veio trazer os clássicos táxis para um mercado livre e à luz dos dias de hoje.

A Uber chegou a Lisboa, ao Porto e ao Algarve, trouxe segmentos dentro da sua oferta como UberPOOL e UberEATS.  A Cabify apareceu, chegou inclusive à ilha da Madeira e tomou assim de assalto o mercado como a empresa concorrente, à qual se juntaram mais recentemente, as plataformas Chofer e Taxify.

É notória a procura, desenvolvimento e aplicação de novas estruturas, que procurem resolver os problemas de mobilidade nas cidades e as plataformas que aqui referimos são o exemplo disso. Contudo, a generalidade destes serviços trouxe quase sempre problemas, no que às questões da legalidade diz respeito, sucedendo-se queixas de falta de transparência, concorrência desleal ou falta de regulamentação. Em paralelo, houve também reconhecimento pelo trabalho feito, com prémios como o Marketeer na área da Economia Digital, que a Uber Portugal recebeu no passado ano de 2017.

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Atualmente, as cidades de Lisboa, Porto, Braga e as regiões do Algarve e da Madeira já dispõem de algum dos serviços prestados por estas plataformas tecnológicas de mobilidade. A verdade é que estas mesmas aplicações de ridesharing, continuam a somar pontos em Portugal, seja pelo serviço que oferecem, seja pelas novas funcionalidades ou segmentos que adicionam à sua gama.

Já a plataforma portuguesa Chofer encontra-se de momento inativa, por alegada falta de pagamento a motoristas. Em comunicado, divulgado ao jornal ECO, a empresa afirma ter sido vítima de fraude por parte de motoristas e utilizadores, estando de momento a tentar regularizar a sua situação.

A discussão continuará, na procura pelo enquadramento e regularização deste setor de mercado. Na prática, o público continua a ter a hipótese de escolha nas suas mãos, enquanto a batalha e o impasse entre tribunais, táxis e plataformas tecnológicas de mobilidade digital não se resolve.